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Yangwang Altior da BYD é apontado como rival da Rolls-Royce: tem uma grelha de joias polidas à mão e promete mais de mil quilómetros de autonomia

Yangwang Altior da BYD é apontado como rival da Rolls-Royce: tem uma grelha de joias polidas à mão e promete mais de mil quilómetros de autonomia
Automonitor

Nome Altior vem do latim e significa “mais alto”. O design, esse, vai buscar inspiração à cultura chinesa, mais precisamente ao ding, um antigo vaso cerimonial de bronze. Em chinês, o modelo chama-se Dingyao

A Yangwang, a marca de topo da BYD, apresentou no sábado, em Abu Dhabi, o Altior, um sedan de luxo que vários meios especializados colocam como rival da Rolls-Royce. Tem uma grelha composta por joias polidas à mão e promete mais de mil quilómetros de autonomia. A marca já abriu pré-reservas de uma edição limitada.

A comparação com a Rolls-Royce não vem da BYD, mas dos media. O ‘Supercar Blondie’ aponta o Altior como concorrente da marca britânica e o CarNewsChina refere que o modelo está posicionado para disputar clientes ao Rolls-Royce Ghost, ao Mercedes-Maybach Classe S e ao Maextro S800. O ‘CnEVPost’ cita, por seu lado, o Maybach e o Bentley Flying Spur.

Inspirado num antigo vaso de bronze chinês

O nome Altior vem do latim e significa “mais alto”. O design, esse, vai buscar inspiração à cultura chinesa, mais precisamente ao ding, um antigo vaso cerimonial de bronze. Em chinês, o modelo chama-se Dingyao.

O carro esteve três anos em desenvolvimento. Hu Xiaoqing, responsável pelas vendas da Yangwang, contou, segundo o CarNewsChina, que a frente passou por mais de 100 propostas até chegar ao desenho final.

Não é um automóvel discreto. Mede 5,60 metros de comprimento, 2,03 metros de largura e 1,59 metros de altura, com 3,50 metros de distância entre eixos, proporções pensadas para dar mais espaço aos passageiros de trás.

Uma grelha feita de joias

O grande destaque é a grelha dianteira. É composta por elementos polidos à mão e colocados um a um para interagirem com a luz ambiente. Segundo o CarNewsChina, são 137 peças talhadas como gemas. A grelha tem ainda uma sequência de iluminação em que 12 elementos rodam e se iluminam a partir das extremidades para o interior.

No habitáculo, o luxo continua. Há 48 peças decorativas distribuídas por 11 pontos de contacto, pensadas para refletir a luz como pedras preciosas. A edição de lançamento acrescenta ainda saídas de ar em jade de Hetian e grelhas de altifalantes douradas, segundo o ‘CnEVPost’.

Yangwang Altior da BYD é apontado como rival da Rolls-Royce: tem uma grelha de joias polidas à mão e promete mais de mil quilómetros de autonomia

Um carro para viajar atrás

O Altior tem quatro lugares. As portas traseiras abrem em sentido inverso (as chamadas coach doors) até quase 90 graus e escondem um guarda-chuva embutido em cada uma. Atrás, há dois bancos individuais separados por uma consola central, com apoios para as pernas e suportes para flutes de champanhe, além de cortinas elétricas.

Segundo o comunicado da BYD, os bancos traseiros são de “gravidade zero” e têm massagem mecânica. O sistema de som tem 39 altifalantes da Dynaudio, e há ecrã no teto de 21,4 polegadas e frigoríficos à frente e atrás.

Yangwang Altior da BYD é apontado como rival da Rolls-Royce: tem uma grelha de joias polidas à mão e promete mais de mil quilómetros de autonomia

Mais de mil quilómetros de autonomia

O Altior usa a bateria Blade de segunda geração, com carregamento ultrarrápido. A autonomia anunciada é superior a mil quilómetros, mas é medida no ciclo chinês CLTC, que costuma ser mais otimista do que o ciclo WLTP, usado na Europa. O CnEVPost nota ainda que a Yangwang não disse explicitamente se o modelo é híbrido ou totalmente elétrico, embora a BYD o descreva como elétrico no comunicado internacional.

Segundo esse comunicado, o carro tem quatro motores independentes e é o primeiro a estrear o chip de condução assistida Xuanji A3, da BYD.

Stella Li, vice-presidente executiva da BYD, afirmou que o Altior junta a profundidade da cultura chinesa à ambição de criar algo extraordinário, dando a esse património uma expressão contemporânea através do design, do trabalho artesanal e da tecnologia. Para a responsável, o carro representa a visão da marca para o futuro do luxo chinês.

Limitado a 399 unidades

A primeira versão disponível para pré-reserva é a edição “Shanhe Dingyun”, de quatro lugares, limitada a 399 unidades em todo o mundo. O sinal exigido na China é de 300 mil yuans, cerca de 40 mil euros. O preço previsto é de 2,08 milhões de yuans, cerca de 276 mil euros, mas ainda não é definitivo. Uma versão de cinco lugares chegará mais tarde.

A Yangwang tem estado no radar da Automonitor

A Automonitor tem acompanhado de perto a ofensiva da Yangwang. No final de setembro, contámos como a BYD estava a preparar um novo elétrico para desafiar a Rolls-Royce, então ainda conhecido pelo nome de código HU, o modelo que agora se estreou como Yangwang Altior. A marca tem estado também em destaque com o Yangwang U9 Xtreme: recorde o violento acidente durante os testes para superar os 500 km/h, que deixou o supercarro praticamente destruído, e depois o momento em que a barreira dos 500 km/h finalmente caiu, com 503,17 km/h numa estrada pública encerrada ao trânsito nos Emirados Árabes Unidos.