Quem costuma atravessar a Ponte 25 de Abril ou circular em Lisboa deve estar atento ao trânsito na próxima segunda-feira. Cerca de 100 ambulâncias e outros veículos de transporte de doentes vão participar numa marcha lenta que começa na Margem Sul, segue pela A2 e atravessa o Tejo em direção à capital. A iniciativa poderá provocar atrasos na circulação, embora os horários e eventuais condicionamentos ainda não tenham sido divulgados.
A manifestação é organizada pela Liga Portuguesa de Ambulâncias (LPA), que pretende chamar a atenção do Governo para as dificuldades económicas enfrentadas pelas empresas privadas de transporte de doentes.
Segundo a informação divulgada pela Lusa, a organização prevê reunir cerca de uma centena de viaturas numa marcha lenta que atravessará a Ponte 25 de Abril e percorrerá várias zonas de Lisboa.
O protesto está marcado para segunda-feira, 26 de outubro, e poderá afetar a circulação nos acessos à capital, sobretudo durante a passagem da coluna de veículos.
Qual é o percurso previsto?
De acordo com a Liga Portuguesa de Ambulâncias, as viaturas deverão concentrar-se na Margem Sul, seguindo depois pela A2 em direção à Ponte 25 de Abril.
Após a travessia, a marcha prosseguirá pelas ruas de Lisboa, estando previsto um ponto de convergência junto ao Parque Eduardo VII.
O itinerário deverá incluir ainda passagens por zonas de relevância institucional, no âmbito da entrega de um memorando com as reivindicações do setor.
Entre os locais identificados pela organização estão o Ministério da Saúde, o Ministério das Infraestruturas e Habitação, a Assembleia da República e a Residência Oficial do Primeiro-Ministro.
Contudo, o percurso definitivo depende da articulação com as autoridades competentes.
Até ao momento da divulgação da iniciativa, não tinham sido indicados horários concretos para a passagem pela ponte nem anunciados cortes de trânsito associados à manifestação.
O que devem fazer os automobilistas?
A realização de uma marcha lenta com cerca de 100 veículos numa das principais entradas de Lisboa poderá provocar atrasos, especialmente se coincidir com períodos de maior movimento.
Quem precisar de atravessar a Ponte 25 de Abril na segunda-feira deverá acompanhar as informações das autoridades e verificar o estado do trânsito antes de iniciar a viagem.
A Ponte Vasco da Gama poderá constituir uma alternativa para alguns trajetos, dependendo do destino, mas a escolha deve ter em conta as condições de circulação no momento.
Também é aconselhável contar com alguma margem adicional de tempo para deslocações que envolvam a A2, a travessia do Tejo e as zonas da capital incluídas no percurso previsto.
Importa sublinhar que a manifestação não significa, por si só, que a Ponte 25 de Abril vá ser encerrada ao trânsito.
Porque vão as ambulâncias sair à rua?
A Liga Portuguesa de Ambulâncias acusa o Governo de não dar resposta às dificuldades que ameaçam a sustentabilidade das empresas privadas de transporte de doentes.
Entre as principais reivindicações estão a inclusão destas empresas nos apoios extraordinários aos combustíveis, a revisão dos preços pagos pelos serviços e a regularização de dívidas de instituições do Serviço Nacional de Saúde.
A organização considera injusto que determinados apoios abranjam outros operadores de transporte, incluindo veículos de transporte de doentes pertencentes a associações humanitárias de bombeiros, mas deixem de fora empresas privadas licenciadas para a mesma atividade.
A LPA alerta ainda para o aumento dos custos com combustível, salários, manutenção, seguros e aquisição de viaturas, num setor em que os preços praticados estão sujeitos a valores administrativamente definidos.
“Não queremos deixar de transportar doentes. Queremos que o Governo nos dê condições para continuar a fazê-lo”, afirma a organização.
A liga recorda que estas empresas asseguram diariamente deslocações de doentes para consultas, exames, hemodiálise, quimioterapia, radioterapia e outros tratamentos.
A marcha lenta pretende, assim, pressionar o Governo a apresentar soluções concretas para o setor.
Para os restantes condutores, a recomendação é acompanhar as atualizações sobre o percurso e os eventuais condicionamentos antes de circular pela Ponte 25 de Abril na segunda-feira.






