<br><br><div align="center"><!-- Revive Adserver Asynchronous JS Tag - Generated with Revive Adserver v5.5.0 -->
<ins data-revive-zoneid="25" data-revive-id="6815d0835407c893664ca86cfa7b90d8"></ins>
<script async src="//com.multipublicacoes.pt/ads/www/delivery/asyncjs.php"></script></div>
Partilhar

Será que um dia o rádio clássico vai desaparecer dos nossos carros? Europa quer evitar esse cenário

Automonitor

Bélgica e França querem que a União Europeia torne obrigatória a presença de um recetor de rádio em todos os carros vendidos no espaço europeu

A tradicional rádio FM e DAB poderá deixar de fazer parte do equipamento de muitos automóveis novos nos próximos anos, à medida que os fabricantes apostam cada vez mais em sistemas de infotainment centrados na Internet e em plataformas como o Apple CarPlay e o Android Auto. Perante esta tendência, Bélgica e França querem que a União Europeia torne obrigatória a presença de um recetor de rádio em todos os carros vendidos no espaço europeu, avança a ‘L’Automobile Magazine’.

Segundo a publicação francesa, vários responsáveis políticos e representantes do setor da rádio alertam que alguns fabricantes já começaram a eliminar os recetores FM e DAB dos seus modelos, substituindo-os por serviços de streaming e aplicações que dependem de ligação à Internet.

“Todos deveriam poder ligar o rádio do carro instantaneamente, sem aplicação, sem assinatura e sem consumir dados móveis”, defendeu o ministro responsável pelos Media da Bélgica.

Google e Apple mudaram a forma como ouvimos áudio

A crescente integração do Android Auto e do Apple CarPlay facilitou o acesso a plataformas como Spotify, Deezer ou podcasts, reduzindo a dependência da rádio tradicional.

No entanto, ao contrário da receção por FM ou DAB, estas soluções exigem ligação à Internet e consumo de dados móveis.

Segundo Eric Adelbrecht, diretor-geral de uma estação de rádio belga, muitos fabricantes entregaram o desenvolvimento dos sistemas multimédia a gigantes tecnológicos, que não incluem a rádio como funcionalidade prioritária.

“Os fabricantes terceirizaram completamente o desenvolvimento destes painéis para empresas como a Google, que não integram o rádio por defeito”, afirmou.

Alguns modelos já não incluem rádio

A tendência já é visível em vários automóveis atualmente à venda.

Segundo a ‘L’Automobile Magazine’, versões mais acessíveis do Dacia Spring e do Citroën ë-C3 dispensam o recetor FM por razões de redução de custos.

Já a Tesla segue uma estratégia diferente. Modelos como o Model 3 deixaram simplesmente de incluir recetor de rádio, privilegiando conteúdos transmitidos através da Internet.

Bélgica e França querem alterar a lei europeia

O problema, defendem os governos belga e francês, é que a legislação europeia obriga apenas os equipamentos de rádio a serem compatíveis com o sistema digital DAB, mas não exige que os automóveis disponham efetivamente de um recetor.

Na Bélgica, onde mais de 90% da audiência de rádio acontece dentro do automóvel, as autoridades consideram que esta lacuna pode acelerar o desaparecimento da rádio tradicional dos carros.

Por isso, os dois países pretendem aproveitar a discussão em torno da futura Lei das Redes Digitais da União Europeia para introduzir uma obrigação clara: todos os automóveis novos vendidos na Europa deverão incluir um recetor de rádio FM ou DAB.

A proposta continua em análise em Bruxelas e poderá vir a integrar um pacote legislativo mais vasto sobre infraestruturas digitais e telecomunicações.

Se avançar, a medida poderá travar uma tendência que começa a ganhar força na indústria automóvel, garantindo que a rádio continua disponível sem necessidade de aplicações, subscrições ou consumo de dados móveis.