Os pilotos da Fórmula 1 ainda nem tinham disputado os primeiros treinos no novo circuito de Madrid e já havia uma palavra repetida no paddock: risco.
Muros muito próximos, curvas rápidas, zonas praticamente sem margem para erro e vários pontos de visibilidade reduzida tinham levado alguns dos melhores pilotos do mundo a antecipar um fim de semana complicado.
Esta sexta-feira chegou o primeiro grande susto.
Tasanapol Inthraphuvasak sofreu um violento acidente durante os treinos livres da Fórmula 2 no Madring, circuito semiurbano que recebe este fim de semana o Grande Prémio de Espanha de Fórmula 1.
O piloto tailandês da ART Grand Prix perdeu o controlo à saída da curva 19 e embateu violentamente com a traseira do monolugar contra o muro. O carro acabou envolvido em chamas e a sessão foi imediatamente interrompida com bandeira vermelha.
A melhor notícia chegou segundos depois: Inthraphuvasak conseguiu abandonar o monolugar pelo próprio pé e não sofreu ferimentos.
“Não há margem para errar”
O acidente ganha outra dimensão por acontecer precisamente no circuito sobre o qual vários pilotos de Fórmula 1 tinham manifestado preocupação nas horas anteriores.
“Os muros estão muito próximos, por isso não há margem para errar”, alertou George Russell, piloto da Mercedes, antes do início da ação em pista.
O britânico foi ainda mais longe ao considerar o Madring “provavelmente o circuito mais arriscado de todo o calendário”, apontando para a combinação de curvas de alta velocidade, travagens em apoio e barreiras muito próximas.
Lando Norris chamou igualmente a atenção para as numerosas curvas cegas, onde os pilotos não conseguem ver aquilo que está a acontecer mais à frente. Fernando Alonso, por seu lado, comparou algumas das zonas rápidas e próximas dos muros ao desafio colocado por Jeddah.
E os primeiros sinais já tinham surgido antes deste fim de semana.
Num teste de Fórmula 3 realizado no novo traçado no final de agosto foram registadas 19 bandeiras vermelhas e três carros ficaram seriamente danificados. Pierre Gasly, depois de experimentar o circuito no simulador, antecipou mesmo: “Aposto que haverá uma bandeira vermelha, isso é certo.”
O primeiro grande aviso chegou na Fórmula 2
Foi precisamente uma bandeira vermelha que surgiu esta sexta-feira depois do acidente de Inthraphuvasak.
Os comissários tiveram de apagar as chamas, retirar o monolugar e limpar o óleo derramado na pista antes de a sessão poder prosseguir.
O acidente não significa, por si só, que o Madring seja inseguro — e o circuito dispõe de barreiras e sistemas de proteção homologados para receber a Fórmula 1.
Mas mostrou de forma particularmente visual aquilo que os pilotos já antecipavam antes da estreia: num traçado rápido, técnico e cercado por muros em vários pontos, um pequeno erro pode terminar imediatamente nas barreiras.
E a Fórmula 1 ainda agora chegou a Madrid.
VÍDEO: Batida de Tasanapol Inthraphuvasak no treino livre da F2. Seu carro pegou fogo, mas ele saiu ileso.
O acidente causou uma extensa bandeira vermelha.pic.twitter.com/ZjP87XwOrK
— Blog Fórmula 1 (@blog_formula1) September 11, 2026






