A Honda tornou-se a primeira empresa do mundo a receber a classificação máxima de cinco estrelas na avaliação de produtos e serviços do FIA Road Safety Index, o sistema desenvolvido pela Federação Internacional do Automóvel (FIA) para medir o impacto das organizações na segurança rodoviária.
A distinção foi atribuída depois de a FIA ter alargado recentemente a escala do índice, que anteriormente terminava nas três estrelas, e acontece numa altura em que a Honda estabeleceu como objetivo reduzir para metade, até 2030, o número de vítimas mortais em acidentes envolvendo os seus automóveis e motociclos a nível mundial.
O objetivo seguinte é ainda mais ambicioso: chegar a zero vítimas mortais em 2050.
A distinção foi reconhecida no Autodromo Nazionale Monza, em Itália, durante o Grande Prémio de Itália de Fórmula 1, realizado em setembro, revelou a Honda em comunicado.
Mas o que são as cinco estrelas da FIA?
O FIA Road Safety Index foi criado para permitir que empresas e outras organizações meçam, acompanhem e melhorem o impacto das respetivas atividades na segurança rodoviária.
O sistema contempla duas classificações distintas.
Uma avalia a cadeia de abastecimento, acompanhando atividades que vão desde a aquisição de matérias-primas ao desenvolvimento, produção e entrega dos produtos aos clientes.
A segunda concentra-se nos próprios produtos e serviços e na respetiva contribuição para a segurança.
Foi nesta última que a Honda conseguiu agora as cinco estrelas.
O feito ganha significado porque a própria escala mudou recentemente. Em fevereiro de 2025, a Honda já se tinha tornado, segundo a marca, a primeira empresa da indústria automóvel a conseguir três estrelas, então a classificação máxima possível, numa avaliação baseada nas operações realizadas no Japão.
Entretanto, a FIA passou de uma escala de três para cinco estrelas e tornou os critérios mais exigentes.
Honda teve de passar por uma avaliação mais abrangente
A nova metodologia acrescentou três áreas de avaliação: Planeamento, Monitorização do Desempenho da Segurança e Gestão da Cultura de Segurança e da Cadeia de Abastecimento ou Cobertura de Produtos e Serviços.
A Honda respondeu alargando também o universo submetido à análise.
Se a primeira avaliação estava concentrada no Japão, a nova abrangeu 17 países, que representam mais de 90% do volume global de vendas da fabricante.
De acordo com a Honda, a FIA avaliou todo o processo utilizado pela empresa para planear, implementar, verificar resultados e corrigir ou melhorar as suas iniciativas de segurança.
Entre os aspetos destacados estiveram o envolvimento da gestão de topo na estratégia de segurança, a monitorização mundial das vítimas mortais e dos feridos associados a acidentes rodoviários, a aplicação global de tecnologias de segurança e o acompanhamento dos objetivos através do conselho global de segurança da empresa.
A meta: cortar as mortes para metade até 2030
As cinco estrelas não significam, naturalmente, que os automóveis e motociclos Honda estejam envolvidos em zero acidentes ou que tenham obtido uma classificação de cinco estrelas num teste de colisão.
O FIA Road Safety Index mede uma realidade diferente: a forma como uma organização gere, mede e procura reduzir a sua pegada global em matéria de segurança rodoviária.
E a Honda colocou números nas metas que pretende alcançar.
Ao abrigo da estratégia “Safety for Everyone”, a fabricante pretende reduzir em 50%, até 2030, o número de vítimas mortais em acidentes de viação envolvendo automóveis e motociclos Honda em todo o mundo.
Depois, quer chegar a zero em 2050.
Para isso, a empresa afirma que continuará a analisar dados de acidentes reais para avaliar a eficácia das tecnologias de segurança e orientar o desenvolvimento de novas soluções.
“Nenhuma organização ou setor consegue enfrentá-lo sozinho”
Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA, considera que a segurança rodoviária continua a ser “um dos desafios mais urgentes do mundo” e defende que o progresso depende da participação conjunta dos setores público e privado.
“Nenhuma organização ou setor consegue enfrentá-lo sozinho”, salientou, felicitando a Honda por se ter tornado a primeira organização a receber as cinco estrelas.
Willem Groenewald, secretário-geral da FIA para Mobilidade Automóvel, Sustentabilidade e Turismo, considera, por sua vez, que a nova escala pretende tornar o impacto das organizações na segurança rodoviária “mensurável e sujeito a responsabilização”.
Para Mikhiito Kojima, responsável pelas Operações de Promoção da Segurança Rodoviária da Honda, a distinção representa sobretudo um passo intermédio.
“Na Honda, o nosso objetivo vai muito além de disponibilizar produtos mais seguros”, afirmou, sublinhando que a fabricante pretende proteger não apenas quem conduz ou utiliza os seus veículos, mas também os restantes utilizadores das estradas.
A meta final já tem uma data: 2050.
Até lá, a Honda quer que acidentes envolvendo os seus automóveis e motociclos deixem de provocar vítimas mortais em qualquer parte do mundo.






