A PSP recuperou e apreendeu mais de 60 veículos furtados, roubados ou ligados a abuso de confiança durante a operação europeia JAD Mobile 9, que decorreu entre 28 de setembro e 9 de outubro. A lista não se fica pelos automóveis: inclui motociclos, bicicletas e trotinetes. Nos totais da operação, a PSP destaca a apreensão de mais de 700 viaturas e 334 detenções.
Entre os veículos localizados em Portugal há várias viaturas sinalizadas no Sistema de Informação Schengen (SIS), a base de dados que os países do espaço Schengen usam para partilhar alertas sobre pessoas e bens procurados. A operação permitiu ainda identificar pelo menos 15 veículos com sinalizações ou ligações internacionais.
A JAD Mobile 9 (Joint Action Day Mobile) foi a nona edição desta ação, desenvolvida no âmbito do EMPACT, a plataforma europeia de combate às ameaças criminosas, e decorreu em articulação com a operação CARBACK II, liderada pela INTERPOL. O alvo era o crime automóvel em várias frentes: carros de passageiros, camiões, peças, máquinas agrícolas, barcos e motores fora de borda, além do tráfico de veículos furtados pelas fronteiras externas e da fraude documental.
Cartas falsas, matrículas falsas e VIN adulterados
Além dos veículos, a PSP detetou cinco cartas de condução falsificadas e mais de uma dezena de casos de fraude associada a veículos, nomeadamente com matrículas falsas e VIN adulterados.
O VIN é o número de identificação do veículo, atribuído pelo fabricante e gravado na estrutura do carro. Funciona como uma impressão digital: alterá-lo é uma forma de dar uma nova identidade a um veículo furtado.
Segundo a PSP, o trabalho passou por verificações em bases de dados policiais e pela troca de informação com vários países, com o apoio da Europol, da INTERPOL e da FRONTEX. Essa cooperação ajudou a localizar veículos de interesse policial e contribuiu para investigações que continuam em curso.
Um polícia português em Varsóvia
Tal como nas edições anteriores, a operação foi coordenada a partir de um centro sediado em Varsóvia, na Polónia. Portugal esteve representado por um polícia da PSP, que assegurou a articulação com as outras autoridades e a partilha de informação em tempo real.
A PSP envolveu na operação polícias de várias valências. Sob a coordenação do Núcleo de Cooperação Internacional do seu Departamento de Investigação Criminal, a polícia garante que vai continuar a participar em iniciativas europeias contra a criminalidade transfronteiriça.
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