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Horner vs. Vasseur: antigo chefe da Red Bull quer a Ferrari e Maranello já respondeu

Automonitor

Scuderia tomou a pouco habitual iniciativa de convocar jornalistas para uma reunião virtual destinada especificamente a esclarecer a situação da liderança da equipa

Christian Horner está sem equipa desde que deixou a Red Bull e já deixou claro que não pretende regressar à Fórmula 1 para qualquer projeto. Há, porém, uma exceção suficientemente tentadora para o antigo responsável da equipa austríaca abdicar até de uma das condições que vinha colocando para voltar ao paddock: a Ferrari.
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As declarações foram suficientes para alimentar novamente os rumores sobre o futuro de Fred Vasseur. E, desta vez, a Ferrari decidiu não esperar que desaparecessem por si próprios.
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Segundo a ‘Road & Track’, a Scuderia tomou a pouco habitual iniciativa de convocar jornalistas para uma reunião virtual destinada especificamente a esclarecer a situação da liderança da equipa.
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A mensagem transmitida por Maranello foi inequívoca: “A posição da Ferrari é clara, não mudou e a Ferrari já fez as suas escolhas. Temos total confiança em Fred Vasseur e na sua equipa e continuaremos a tê-la”, afirmou Maria Conti, responsável pela comunicação da Ferrari.
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A posição foi entretanto reiterada pela própria Fórmula 1 e confirmada pela Reuters, que refere que a mensagem está alinhada com a administração da Ferrari, liderada pelo presidente John Elkann e pelo CEO Benedetto Vigna.
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Horner abre uma exceção para a Ferrari
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A nova vaga de especulação começou depois de Christian Horner ter falado ao ‘The Times’ durante a promoção da sua autobiografia.
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Desde que deixou a Red Bull, em julho de 2025, Horner tem defendido que só aceitaria regressar à Fórmula 1 num projeto em que pudesse ter uma participação no capital da equipa.
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A Ferrari seria a exceção. “A Ferrari é a maior marca da Fórmula 1. É o sonho. E, provavelmente, é o gigante adormecido da Fórmula 1”, afirmou Horner.
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Na prática, o antigo responsável da Red Bull admitiu que aceitaria trabalhar em Maranello mesmo sem qualquer participação na propriedade da equipa.
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As palavras rapidamente ganharam espaço na imprensa italiana e voltaram a levantar questões sobre a continuidade de Vasseur, que dirige a Ferrari desde o início de 2023.
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“O senhor Horner está à procura de emprego”
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Vasseur já tinha sido confrontado com os rumores durante o Grande Prémio do Azerbaijão e não escondeu o incómodo.
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“É uma situação um pouco frustrante”, reconheceu, lembrando que a Ferrari está a lutar pelo segundo lugar no Mundial de Construtores e que as sucessivas perguntas sobre a sua continuidade acabam também por chegar às pessoas que trabalham na garagem.
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“O senhor Horner está à procura de emprego, toda a gente sabe, em todo o lado”, afirmou Vasseur.
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O responsável francês disse que a única resposta possível é continuar a trabalhar, manter a equipa motivada e concentrada naquilo que pode controlar, em vez de gastar energia com rumores.
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A Ferrari ocupa atualmente o segundo lugar no Mundial de Construtores, atrás da Mercedes. De acordo com a ‘Reuters’, a diferença entre as duas equipas é de 160 pontos, enquanto a Ferrari conserva uma vantagem de 72 sobre a McLaren. A equipa italiana venceu duas corridas esta temporada, uma com Charles Leclerc e outra com Lewis Hamilton.
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O momento recente, porém, tem sido mais complicado. A Ferrari não conseguiu chegar ao pódio nas últimas cinco provas e terminou o Grande Prémio do Azerbaijão com Leclerc em quarto e Hamilton em sexto.
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Depois da corrida, Vasseur reconheceu que a equipa precisa de continuar a desenvolver o SF-26 e garantiu que estão previstas novidades para breve.
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Ferrari decidiu intervir diretamente
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O mais invulgar neste episódio não é a existência de rumores sobre o responsável máximo da equipa de Fórmula 1 da Ferrari. É a forma como Maranello decidiu responder.
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Maria Conti explicou que a Ferrari não previa inicialmente fazer qualquer intervenção pública. A expectativa era que a especulação desencadeada pelas declarações de Horner diminuísse depois do fim de semana de Baku.
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Aconteceu o contrário.
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A responsável explicou que a “tempestade” de comunicação continuou a crescer, particularmente nas redes sociais, levando a Ferrari a convocar jornalistas antes da próxima corrida.
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“Fred está na sua posição e estamos a confirmar a sua liderança”, sublinhou Conti.
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A Ferrari quer evitar que o próximo fim de semana seja dominado pelas questões sobre Vasseur e Horner, numa altura em que a Fórmula 1 regressa ao circuito de Sepang, na Malásia, pela primeira vez desde 2017.
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A corrida será formalmente o Grande Prémio do Bahrain, transferido para a Malásia devido à situação no Médio Oriente.
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“É natural que muitos profissionais queiram fazer parte da Ferrari”
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Maranello também respondeu indiretamente ao interesse manifestado por Horner.
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“A Ferrari sempre despertou um interesse extraordinário e é natural que muitos profissionais aspirem a fazer parte dela”, afirmou Maria Conti, considerando que esse interesse é reflexo da dimensão da marca.
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A mensagem, porém, termina aí. A Ferrari não anunciou qualquer negociação com Horner e reiterou que Vasseur continua a liderar a equipa com o apoio da administração.
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O francês tem contrato renovado com a Ferrari e desempenhou um papel importante na contratação de Lewis Hamilton à Mercedes. A Fórmula 1 destaca igualmente a sua influência na permanência de Charles Leclerc e na reorganização de diferentes áreas da estrutura de Maranello.
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Há, contudo, uma pressão que nenhum responsável da Ferrari consegue evitar durante muito tempo: a equipa continua à procura do título mundial que lhe escapa desde 2008.
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Por enquanto, perante um Christian Horner que acaba de chamar à Ferrari o seu “sonho”, Maranello decidiu responder de uma forma pouco habitual: Vasseur fica e a equipa quer que se volte a falar das corridas.