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Ensaio. Mazda CX-6e: o Mazda que veio do futuro com sotaque sino-japonês

Ensaio. Mazda CX-6e: o Mazda que veio do futuro com sotaque sino-japonês
Jorge Farromba

Jorge Farromba explica como a linguagem Kodo, a “Alma do Movimento”, chegou ao segundo modelo elétrico da Mazda

Visão de helicóptero

O CX-6e é o segundo elétrico que a Mazda desenvolve com a chinesa Changan, depois do sedan 6e mas esta parceria não é de hoje mas de há vários anos.

E não existe uma fábrica onde saem Changan e Mazda juntos, mas a parceria permite à Mazda usar a parte tecnológica da Changan e depois criar o seu próprio modelo, dentro do ecossistema Mazda.

Este fez a estreia mundial no Salão de Bruxelas, a 9 de janeiro último.

Por fora

São 4,85 m de comprimento, 1,935 m de largura e uma distância entre eixos de 2,902 m, A linguagem Kodo foi levada para a era elétrica. A cor de destaque é o Nightfall Violet e o SUV é grande, imponente e com bom aspeto visual – apelativo, jovem e perceciona-se robustez.

Por dentro

Aqui está a maior rutura com a Mazda tradicional: não há quadrante atrás do volante. Tudo se resume a  um ecrã central de 26,4″, que se estende bem para o lado do passageiro e permite um ecrã dividido, com apps próprias para quem vai ao lado, sendo que o head-up display compensa em parte.

Os materiais são sintéticos (Maztex), com opção de interior bege, preto ou bicolor Amethyst e branco. Mesmo sem pele, a qualidade percebida e a construção são evidentes. A Mazda no seu melhor registo.

O teto panorâmico torna o ambiente mais mais acolhedor e “aberto” e a sensação de espaço é real. A ergonomia “está toda lá” e os botões habituais na consola…. saíram.

Os Detalhes 

  • A afinação do Cx6e foi feita em Oberursel, na Alemanha.
  • Apesar das janelas sem moldura, possui vidros duplos.
  • Tem “modo Relax”, com posição deitada e função de despertar para as pausas de carregamento, e um modo de lavagem.
  • O  porta-bagagem frontal tem 80 litros além dos 468 litros atrás
  • Reboca 1.500 kg, mesmo sendo só de tração traseira.
  • Na versão Takumi Plus, os espelhos exteriores são câmaras digitais.

Ao volante

Só existe uma motorização: 258 cv com bateria LFP de 78 kWh. Dos 0–100 km/h em 7,9 s e a velocidade máxima é limitada a 185 km/h; tudo isto com um peso total de  2,2 toneladas.

Claramente este SUV é um automóvel de viagem e não para pistas. Destaca-se o conforto, o silêncio a velocidade de autoestrada, a  direção precisa e a suspensão firme mas confortável.

É intuitivo e simples de conduzir. Os materiais sobressaem pela qualidade e, mesmo no curto ensaio percebe-se a qualidade de construção-

Autonomia e carregamento

O consumo variou entre  20 a 22 kWh/100 km, ou seja, 350 a 380 km reais mas tal exige um teste de estrada com mais kms.

Preço e garantia

Varia entre os 41.000 euros na campanha de lançamento e os 44.000 euros, com garantia de seis anos.

Veredicto

Trata-se de  um SUV silencioso, espaçoso e confortável, de qualidade e com qualidade, bem equipado, a um preço competitivo.

KODO pode definir-se como a  “Alma do Movimento” uma filosofia de design criada em 2010 e liderada pelo designer Ikuo Maeda para dar vida e emoção às linhas do automóvel; para isso colhe inpiração na energia, no dinamismo e no movimento da natureza e dos seres vivos.

Por exemplo quando quer replicar a força e a fluidez do movimento vai buscar ao no momento exato em que uma chita se lança sobre a sua presa ou no gesto preciso de um atleta; no fundo replicar que o Mazda  pareça estar em movimento mesmo quando está  parado. O minimalismo japonês onde recusa vincos exagerados, entradas de ar agressivas ou ornamentos desnecessários e por fim a parte da escultura e luz com os painéis dos carros esculpidos à mão por mestres artesãos (Takumi) em argila para que o reflexo da luz e das sombras na carroçaria mude consoante o ângulo de visão e a luz do dia para criar o tal efeito dinâmico.

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