Visão de helicóptero
O CX-6e é o segundo elétrico que a Mazda desenvolve com a chinesa Changan, depois do sedan 6e mas esta parceria não é de hoje mas de há vários anos.
E não existe uma fábrica onde saem Changan e Mazda juntos, mas a parceria permite à Mazda usar a parte tecnológica da Changan e depois criar o seu próprio modelo, dentro do ecossistema Mazda.
Este fez a estreia mundial no Salão de Bruxelas, a 9 de janeiro último.
Por fora
São 4,85 m de comprimento, 1,935 m de largura e uma distância entre eixos de 2,902 m, A linguagem Kodo foi levada para a era elétrica. A cor de destaque é o Nightfall Violet e o SUV é grande, imponente e com bom aspeto visual – apelativo, jovem e perceciona-se robustez.
Por dentro
Aqui está a maior rutura com a Mazda tradicional: não há quadrante atrás do volante. Tudo se resume a um ecrã central de 26,4″, que se estende bem para o lado do passageiro e permite um ecrã dividido, com apps próprias para quem vai ao lado, sendo que o head-up display compensa em parte.
Os materiais são sintéticos (Maztex), com opção de interior bege, preto ou bicolor Amethyst e branco. Mesmo sem pele, a qualidade percebida e a construção são evidentes. A Mazda no seu melhor registo.
O teto panorâmico torna o ambiente mais mais acolhedor e “aberto” e a sensação de espaço é real. A ergonomia “está toda lá” e os botões habituais na consola…. saíram.
Os Detalhes
- A afinação do Cx6e foi feita em Oberursel, na Alemanha.
- Apesar das janelas sem moldura, possui vidros duplos.
- Tem “modo Relax”, com posição deitada e função de despertar para as pausas de carregamento, e um modo de lavagem.
- O porta-bagagem frontal tem 80 litros além dos 468 litros atrás
- Reboca 1.500 kg, mesmo sendo só de tração traseira.
- Na versão Takumi Plus, os espelhos exteriores são câmaras digitais.
Ao volante
Só existe uma motorização: 258 cv com bateria LFP de 78 kWh. Dos 0–100 km/h em 7,9 s e a velocidade máxima é limitada a 185 km/h; tudo isto com um peso total de 2,2 toneladas.
Claramente este SUV é um automóvel de viagem e não para pistas. Destaca-se o conforto, o silêncio a velocidade de autoestrada, a direção precisa e a suspensão firme mas confortável.
É intuitivo e simples de conduzir. Os materiais sobressaem pela qualidade e, mesmo no curto ensaio percebe-se a qualidade de construção-
Autonomia e carregamento
O consumo variou entre 20 a 22 kWh/100 km, ou seja, 350 a 380 km reais mas tal exige um teste de estrada com mais kms.
Preço e garantia
Varia entre os 41.000 euros na campanha de lançamento e os 44.000 euros, com garantia de seis anos.
Veredicto
Trata-se de um SUV silencioso, espaçoso e confortável, de qualidade e com qualidade, bem equipado, a um preço competitivo.
KODO pode definir-se como a “Alma do Movimento” uma filosofia de design criada em 2010 e liderada pelo designer Ikuo Maeda para dar vida e emoção às linhas do automóvel; para isso colhe inpiração na energia, no dinamismo e no movimento da natureza e dos seres vivos.
Por exemplo quando quer replicar a força e a fluidez do movimento vai buscar ao no momento exato em que uma chita se lança sobre a sua presa ou no gesto preciso de um atleta; no fundo replicar que o Mazda pareça estar em movimento mesmo quando está parado. O minimalismo japonês onde recusa vincos exagerados, entradas de ar agressivas ou ornamentos desnecessários e por fim a parte da escultura e luz com os painéis dos carros esculpidos à mão por mestres artesãos (Takumi) em argila para que o reflexo da luz e das sombras na carroçaria mude consoante o ângulo de visão e a luz do dia para criar o tal efeito dinâmico.
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