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Daqui a dez anos, o seu carro pode conduzir sozinho? Quatro em cada dez portugueses acreditam que sim

Pequeno carro autónomo branco da Waymo a circular numa rua arborizada
Automonitor

Scott Booker, diretor-geral de estacionamento da Arrive, lê os números com otimismo, mas lembra que a segurança destas soluções é decisiva. E há um grupo de céticos que duvida que a tecnologia chegue a tempo.

Quatro em cada dez condutores portugueses (40,1%) acreditam que, dentro de dez anos, os carros poderão ser autónomos ou conduzidos por inteligência artificial (IA). A conclusão é de um estudo da EasyPark e da Arrive, dirigido a condutores de todo o país, e surge numa altura em que a circulação de veículos autónomos ainda não é permitida em Portugal.

Do outro lado está um grupo considerável de céticos. Quase 30% dos inquiridos consideram que uma década não chega para que esta tecnologia se torne realidade, ou duvidam mesmo que possa fazer sentido no contexto português.

Dos elétricos à condução automática

Segundo as empresas, a forma como os condutores olham para o futuro mudou. Se no passado a preocupação com a mobilidade passava sobretudo pela opção por carros elétricos, a evolução tecnológica dos últimos anos leva agora os portugueses a imaginar um futuro mais automatizado, incluindo nas deslocações urbanas.

O estudo aponta ainda o futuro da mobilidade urbana e a sustentabilidade como algumas das principais preocupações dos inquiridos. Os resultados divulgados não indicam a dimensão da amostra nem o período em que o questionário foi feito.

Scott Booker, diretor-geral de estacionamento da Arrive, considera que os veículos autónomos e o apoio da IA são “um passo em frente já não totalmente utópico ou de ficção científica, mas sim uma realidade que pode estar cada vez mais ao alcance dos condutores”.

O responsável acredita que a automação na condução “pode não apenas ser uma realidade, mas também benéfico para a pressão que o trânsito traz às cidades”. Ainda assim, deixa um aviso: “o percurso ainda agora começou e a segurança destas soluções é fundamental para o seu sucesso e uma mobilidade urbana eficaz e eficiente, tanto para condutores como peões”.

Testes já começaram, com condutor a bordo

Por agora, a circulação de viaturas autónomas não é permitida em Portugal. Em julho deste ano arrancaram, no entanto, os primeiros testes em vias públicas, com supervisão de um condutor ou operador a bordo.

Scott Booker sublinha a confiança dos inquiridos: “ficamos otimistas quando os próprios utilizadores acreditam já num futuro mais eficiente com a ajuda da tecnologia”, conclui.

A EasyPark, que integra a plataforma de mobilidade Arrive, desenvolve soluções de estacionamento, carregamento e mobilidade. Segundo a empresa, está presente em mais de 4.000 cidades de mais de 20 países.

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