Comprar um Chevrolet Corvette Grand Sport novo deveria ser motivo de celebração. Mas, para um condutor dos EUA, a primeira viagem transformou-se num pesadelo: cerca de cinco minutos depois de sair do concessionário, o desportivo ficou completamente sem energia elétrica, deixou de responder aos comandos e o proprietário acabou preso no interior. Quando finalmente conseguiu sair, surgiu outro problema: ficou fechado do lado de fora.
O episódio aconteceu a Moe, responsável pelo canal ‘Tech Moe’, que tinha acabado de levantar o seu novo Corvette Grand Sport e preparava-se para uma viagem de aproximadamente duas horas até casa.
Segundo o ‘Autoblog’, que divulgou a história, o condutor percorreu apenas cerca de 1,6 quilómetros antes de o automóvel perder a alimentação elétrica e se imobilizar.
O motor deixou de funcionar, os comandos eletrónicos não respondiam e as portas não abriam da forma habitual.
Primeiro ficou preso dentro do Corvette. Depois, do lado de fora
Perante a falha elétrica, Moe tentou sair do automóvel, mas descobriu que os comandos eletrónicos das portas também tinham deixado de funcionar.
Acabou por encontrar o mecanismo manual de abertura de emergência, instalado precisamente para situações em que o sistema elétrico deixa de responder.
Conseguiu abandonar o habitáculo, mas o alívio durou pouco.
Quando a porta se fechou, o proprietário percebeu que já não conseguia voltar a entrar no Corvette. O sistema de abertura exterior continuava inoperacional e o desportivo permanecia imobilizado na estrada.
A situação obrigou à intervenção de dois agentes da polícia.
Por coincidência, um dos polícias também era proprietário de um Corvette e conhecia a localização da fechadura mecânica de emergência. Foi essa experiência que permitiu ajudar Moe a recuperar o acesso ao automóvel.
O segundo agente deslocou-se ao concessionário para procurar assistência, mas encontrou as instalações encerradas.
Uma chamada resolveu o problema. Mas o que tinha acontecido?
A solução acabou por chegar através da OnStar, o serviço de assistência conectada da General Motors.
Moe contactou a empresa, que verificou a situação do automóvel, incluindo a possibilidade de existir algum bloqueio relacionado com o sistema antirroubo.
Depois dessa intervenção, o Corvette voltou a funcionar normalmente e o proprietário conseguiu finalmente completar a viagem para casa.
Mas a explicação para uma falha tão invulgar ainda estava por encontrar.
O condutor levou posteriormente o desportivo a outro concessionário para que os técnicos investigassem o sucedido.
O problema é que, durante os testes, o Corvette funcionou sem apresentar qualquer anomalia. Os mecânicos não conseguiram reproduzir a falha.
Afinal, a culpa poderá ter sido de uma segunda chave
Com o apoio dos representantes da OnStar, os técnicos chegaram a uma possível explicação: um erro de comunicação entre o sistema de arranque remoto, o reconhecimento das chaves e o software antirroubo.
Segundo o relato divulgado pelo ‘Autoblog’, durante a sequência de arranque remoto existia uma segunda chave do automóvel dentro da bagageira.
Essa circunstância terá provocado um conflito no reconhecimento das chaves, desencadeando erros eletrónicos que acabaram por deixar o Corvette sem resposta.
A falha afetou não apenas o funcionamento do automóvel, mas também os comandos elétricos de abertura das portas.
Apesar do aparato, os técnicos não identificaram qualquer componente mecânico que precisasse de substituição. O problema também não voltou a manifestar-se durante a avaliação.
Não existem, por enquanto, elementos que permitam concluir que se trata de uma falha generalizada do Corvette Grand Sport.
O episódio mostra, no entanto, como um problema de comunicação entre sistemas eletrónicos pode transformar uma simples viagem num contratempo bastante mais complicado.
E, para Moe, fica uma estreia difícil de esquecer: comprou um Corvette novo, percorreu pouco mais de um quilómetro e precisou da ajuda da polícia e da assistência da marca para conseguir regressar a casa.






