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Explicador: 10 hábitos ao volante que parecem inofensivos, mas podem custar milhares de euros

Explicador: 10 hábitos ao volante que parecem inofensivos, mas podem custar milhares de euros
Automonitor

Alerta surge num comunicado divulgado esta segunda-feira pela Euromaster, empresa especializada em manutenção automóvel, que identifica comportamentos capazes de aumentar o desgaste de componentes como a embraiagem, os travões, os pneus e o motor

Há pequenos gestos ao volante que parecem inofensivos, mas podem sair muito caros. Apoiar o pé na embraiagem, acelerar com o motor frio ou ignorar a pressão dos pneus são hábitos capazes de acelerar o desgaste do automóvel. Em situações graves, a conta da oficina pode ultrapassar os 10 mil euros.

O alerta surge num comunicado divulgado esta segunda-feira pela Euromaster, empresa especializada em manutenção automóvel, que identifica comportamentos capazes de aumentar o desgaste de componentes como a embraiagem, os travões, os pneus e o motor.

Mas há uma distinção importante: estes hábitos aumentam o risco de problemas, não significando que todos os condutores que os praticam vão sofrer uma avaria. O estado do automóvel, a frequência dos comportamentos e a manutenção realizada também fazem diferença.

1. Apoiar o pé na embraiagem enquanto conduz pode custar 1.500 euros?

Pode contribuir para uma reparação dispendiosa, sobretudo nos automóveis com caixa manual.

Manter o pé apoiado no pedal, mesmo ligeiramente, pode provocar um acionamento parcial da embraiagem e aumentar o atrito entre os componentes. Com o tempo, isso favorece o desgaste do sistema.

Outro erro é utilizar a embraiagem para manter o automóvel parado numa subida, em vez de recorrer aos travões.

Segundo a Euromaster, determinadas reparações da embraiagem podem atingir os 1.500 euros.

Como perceber se há um problema? Se o motor aumentar de rotação sem que o carro acelere na mesma proporção, se sentir cheiro a queimado ou se notar dificuldades a engrenar mudanças, poderá existir desgaste ou outra anomalia que justifique uma avaliação.

Para evitar problemas, retire completamente o pé do pedal depois de mudar de velocidade e utilize o travão para manter o carro imobilizado. Em paragens prolongadas, coloque a caixa em ponto morto quando for seguro fazê-lo.

2. Porque não deve acelerar com força logo depois de ligar o motor?

Quando o motor está frio, o óleo ainda não atingiu a temperatura normal de funcionamento e as condições térmicas dos componentes estão a estabilizar.

Acelerações intensas imediatamente após o arranque podem aumentar o desgaste interno, sobretudo quando o comportamento se repete frequentemente.

Isto não significa que seja necessário deixar o automóvel vários minutos parado a aquecer. Nos veículos modernos, em condições normais, o mais adequado é iniciar a marcha suavemente.

Durante os primeiros quilómetros, evite acelerações fortes e rotações muito elevadas, respeitando sempre as indicações do fabricante.

3. Andar com a pressão errada nos pneus pode aumentar o consumo até 7%?

Segundo a Euromaster, circular habitualmente com pneus com pressão insuficiente pode aumentar o consumo de combustível até 7%, dependendo das condições de utilização.

Com pressão demasiado baixa, os pneus deformam-se mais, aquecem e oferecem maior resistência ao rolamento. A pressão excessiva também é prejudicial, podendo afetar a aderência e provocar desgaste irregular.

Além da despesa adicional com combustível, há consequências para a segurança e para a durabilidade dos pneus.

Como identificar o problema? Observe se existe desgaste anormal nas extremidades ou na zona central do piso, embora estes sinais também possam ter outras causas.

Verifique a pressão regularmente, de preferência com os pneus frios, e utilize os valores recomendados pelo fabricante para a carga transportada. Não se guie simplesmente pelo valor máximo inscrito na lateral do pneu.

4. Travar constantemente numa descida pode fazer os travões perder eficácia?

Sim. Numa descida prolongada, utilizar continuamente o pedal do travão pode provocar um aumento excessivo da temperatura dos discos e das pastilhas.

Se o sistema sobreaquecer, a eficácia da travagem pode diminuir, uma situação particularmente perigosa em estradas de montanha.

A alternativa é recorrer também ao travão-motor, selecionando antecipadamente uma relação de transmissão adequada à inclinação e à velocidade.

Nos automóveis automáticos, poderá ser necessário utilizar um modo específico de descida ou uma relação mais baixa, conforme as características do veículo.

Se notar perda de eficácia dos travões, cheiro intenso a material sobreaquecido ou um comportamento anormal do pedal, pare num local seguro e procure assistência.

Nunca desça uma estrada inclinada em ponto morto para tentar poupar combustível.

5. Conduzir frequentemente na reserva pode danificar a bomba de combustível?

É um hábito que convém evitar, embora circular ocasionalmente na reserva não signifique que vá provocar uma avaria.

Em muitos automóveis, a bomba elétrica encontra-se dentro do depósito e o combustível contribui para o seu arrefecimento.

A utilização repetida com níveis muito baixos pode aumentar o risco de problemas em determinados sistemas, sobretudo se o veículo chegar a ficar sem combustível.

A Euromaster alerta também para a possibilidade de entrada de sedimentos no sistema de alimentação. Contudo, os veículos modernos possuem sistemas de filtragem, pelo que não se deve concluir que andar na reserva provoque automaticamente esse problema.

A recomendação é simples: abasteça antes de chegar sistematicamente ao limite, sobretudo quando vai percorrer longas distâncias ou circular em zonas com poucos postos de combustível.

6. Acelerar e travar bruscamente pode obrigar a mudar os travões mais cedo?

Pode. Uma condução agressiva aumenta o esforço sobre os travões, os pneus e outros componentes, além de elevar o consumo de combustível.

A Euromaster apresenta valores indicativos de cerca de 150 euros para determinadas substituições de pastilhas de travão e de 450 euros para intervenções que envolvam discos.

Mas não existe um preço universal: o modelo do automóvel, o eixo intervencionado, a qualidade das peças e a mão de obra influenciam o orçamento.

Chiadeiras persistentes, vibrações durante a travagem, ruídos metálicos ou uma alteração na resposta do pedal são sinais que justificam uma inspeção.

A melhor prevenção passa por manter a distância de segurança, antecipar as paragens e evitar acelerações e travagens desnecessárias.

Naturalmente, perante uma emergência, deve travar com a intensidade necessária para evitar o perigo. A segurança vem sempre primeiro.

7. Passar depressa num buraco pode estragar a suspensão?

Sim, e nem sempre os danos são imediatamente visíveis.

Um impacto forte contra um buraco, lancil ou lomba pode afetar pneus, jantes, amortecedores e outros componentes da suspensão.

Também pode alterar o alinhamento da direção, contribuindo para um desgaste irregular dos pneus.

Depois de um impacto, esteja atento a vibrações no volante, ruídos anormais, alterações na trajetória do automóvel ou danos visíveis nos pneus.

Se notar algum destes sinais, peça uma avaliação técnica. Uma deformação ou corte na estrutura de um pneu pode comprometer a segurança, mesmo que o veículo continue a circular.

A melhor prevenção é reduzir a velocidade perante irregularidades e evitar subir lancis de forma brusca.

8. Não antecipar o trânsito também aumenta as despesas?

Sim, porque obriga frequentemente a acelerar e travar quando seria possível manter uma condução mais regular.

A falta de antecipação pode aumentar o desgaste dos travões e, dependendo do automóvel, da utilização da caixa de velocidades e das condições da estrada, contribuir para um esforço adicional sobre outros componentes.

Também aumenta o consumo de combustível.

O segredo não é circular permanentemente a baixa velocidade, mas observar o trânsito mais à frente, adaptar a distância de segurança e evitar mudanças de ritmo desnecessárias.

Por exemplo, quando vê um semáforo vermelho à distância, pode reduzir progressivamente a velocidade em vez de continuar a acelerar até ao último momento.

É um hábito simples que melhora o conforto, a eficiência e a segurança.

9. Transportar peso a mais pode prejudicar os pneus e os travões?

Pode, sobretudo quando o automóvel circula frequentemente com cargas superiores às previstas pelo fabricante.

O excesso de peso aumenta o esforço sobre a suspensão, os pneus e os travões, podendo ainda elevar o consumo de combustível.

Uma carga mal distribuída também altera o equilíbrio do veículo, prejudicando o comportamento nas curvas e durante a travagem.

Antes de transportar objetos pesados, consulte os limites de carga do automóvel, distribua o peso de forma equilibrada e fixe corretamente os volumes.

Se viajar com o carro carregado, confirme também a pressão dos pneus recomendada pelo fabricante para essa situação.

10. Adiar revisões e mudanças de óleo pode resultar numa avaria de 10 mil euros?

Em casos extremos, sim. Mas importa perceber o que está realmente em causa.

O óleo do motor reduz o atrito, ajuda a controlar a temperatura e protege componentes sujeitos a esforços elevados. Com o tempo e a utilização, perde propriedades e acumula contaminantes.

Ignorar sistematicamente os intervalos de manutenção pode aumentar o desgaste e, em situações graves, contribuir para avarias muito dispendiosas.

A Euromaster refere que determinadas reparações do motor podem ultrapassar os 10 mil euros.

Isso não significa que um pequeno atraso numa revisão provoque automaticamente uma avaria dessa dimensão. O risco depende do estado do motor, do tipo de utilização, do nível e da qualidade do óleo e do tempo durante o qual a manutenção foi negligenciada.

O mesmo princípio aplica-se aos filtros, aos fluidos e a outros componentes sujeitos a substituição periódica.

A melhor solução é seguir o plano de manutenção do fabricante e não ignorar avisos no painel de instrumentos.

Se surgir um aviso de pressão de óleo insuficiente, pare em segurança e desligue o motor, seguindo as instruções do fabricante. Continuar a circular pode agravar rapidamente os danos.

Quanto podem custar estes erros?

Os valores apresentados pela Euromaster ajudam a perceber a dimensão das despesas possíveis, embora não substituam um orçamento adaptado ao automóvel.

A substituição das pastilhas de travão pode custar cerca de 150 euros, enquanto uma intervenção nos discos de travão pode atingir aproximadamente 450 euros.

No caso da embraiagem, determinadas reparações podem chegar aos 1.500 euros. Já uma avaria grave no motor pode ultrapassar os 10 mil euros.

Há ainda despesas menos visíveis: circular com pressão insuficiente nos pneus pode aumentar o consumo de combustível até 7%, segundo a Euromaster.

Estes valores são indicativos e variam consoante o modelo, os componentes utilizados, a mão de obra e as condições de utilização.

Os preços variam com a marca, o modelo, os componentes utilizados e a mão de obra. O aumento do consumo também depende das condições de circulação.

O que deve fazer para evitar uma visita inesperada à oficina?

Não existe uma fórmula que impeça todas as avarias, mas muitos problemas podem ser evitados ou identificados antes de se tornarem graves.

Conduzir suavemente, antecipar o trânsito, verificar regularmente os pneus e respeitar os intervalos de manutenção são medidas simples que ajudam a prolongar a vida útil do automóvel.

Também é importante conhecer os primeiros sinais de desgaste e não adiar uma avaliação quando surgem ruídos, vibrações ou alterações no comportamento do carro.

A conclusão é simples: poupar na manutenção não significa ignorar problemas ou escolher sempre a reparação mais barata. Significa evitar desgaste desnecessário, identificar atempadamente as falhas e pagar apenas pelo trabalho de que o automóvel realmente precisa.

E, antes de aceitar um orçamento para substituir os travões, vale a pena perceber se todas as peças propostas precisam mesmo de ser trocadas.