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Comprou carro elétrico em 2025 e ficou sem apoio? Governo dá nova oportunidade este ano. O que está em causa?

Woman charging electro car at the electric gas station
Automonitor

Incentivo mantém as regras do ano passado. Os particulares podem receber 4.000 euros na compra de um carro elétrico novo, desde que comprovem o abate de uma viatura com motor de combustão interna, a gasolina ou gasóleo, com mais de dez anos

O programa de incentivos à compra de carros elétricos deverá abrir até 11 de junho e terá uma novidade relevante para quem já trocou de carro no ano passado: os particulares que compraram um elétrico novo em 2025, entregando para abate uma viatura antiga a gasolina ou gasóleo, vão poder candidatar-se este ano ao apoio, avançou a ministra do Ambiente, Graça Carvalho, em entrevista à rádio ‘TSF’ e ao ‘Jornal de Notícias’.

O incentivo mantém as regras do ano passado. Os particulares podem receber 4.000 euros na compra de um carro elétrico novo, desde que comprovem o abate de uma viatura com motor de combustão interna, a gasolina ou gasóleo, com mais de dez anos.

Outra condição mantém-se: o apoio só será atribuído a veículos elétricos novos com preço de aquisição até 38.500 euros. As candidaturas serão avaliadas por ordem de entrada e apenas enquanto existir verba disponível no Fundo Ambiental.

A principal alteração está no período elegível. Habitualmente, o programa abrangia apenas compras realizadas no próprio ano. Desta vez, o Governo vai permitir que sejam analisadas candidaturas relativas a 2025, dando uma nova oportunidade a quem cumpriu os requisitos no ano passado, mas não conseguiu receber o apoio por esgotamento da verba.

Em 2025, houve candidatos que ficaram sem incentivo apesar de reunirem as condições exigidas, por terem apresentado a candidatura demasiado tarde. Com a aplicação retroativa agora prevista, essas situações poderão voltar a ser avaliadas.

O programa arranca, no entanto, com metade da dotação inicialmente prevista. Em vez dos 20 milhões de euros autorizados para este ano, o Governo vai abrir uma primeira fase com dez milhões de euros.

Graça Carvalho justificou a decisão com prudência na gestão do Fundo Ambiental, numa altura em que este instrumento está também a financiar outros apoios ligados ao aumento dos combustíveis e à crise no Médio Oriente. A ministra referiu apoios a táxis, ambulâncias, transportes, mercadorias e à botija solidária.

“Nós estamos neste momento a financiar através do Fundo Ambiental o apoio devido à situação do Irão e ao aumento do preço dos combustíveis; estamos a financiar, a ajudar os táxis, as ambulâncias, os transportes, as mercadorias, a botija solidária, há uma série de apoios que saem do Fundo Ambiental”, declarou a governante.

A ministra explicou ainda que a opção por manter as regras anteriores permite acelerar o processo. “As regras vão ser as mesmas, para evitar termos que fazer uma nova resolução do Conselho de Ministros e estabelecer todo um novo processo legislativo”, afirmou.

Apesar de a autorização orçamental total ser de 20 milhões de euros, o Governo vai avançar em duas fases. “Temos autorização para 20 milhões de euros este ano e vamos fazer em duas fases, vamos abrir dez milhões de euros, o mais tardar até 11 de junho”, acrescentou Graça Carvalho.

Na prática, quem comprou um elétrico novo em 2025, entregou para abate um carro antigo a combustão e ficou sem apoio por falta de verba poderá ter agora uma segunda oportunidade. Já quem pretende comprar este ano terá de estar atento à abertura das candidaturas, uma vez que a atribuição continuará dependente da ordem de chegada e da disponibilidade do Fundo Ambiental.