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Castelos, muralhas, vinhas e escarpas: veja o Portugal que 20 clássicos vão atravessar a partir desta sexta-feira

Francisco Laranjeira

A partir desta sexta-feira e até domingo, o Ribacôa Clássicos está de regresso para uma terceira edição que vai ligar o Sabugal a Vila Nova de Foz Côa

Vinte automóveis clássicos, cerca de 200 quilómetros de estrada, castelos, aldeias históricas, vinhos e algumas das paisagens mais marcantes do interior português. A partir desta sexta-feira e até domingo, o Ribacôa Clássicos está de regresso para uma terceira edição que vai ligar o Sabugal a Vila Nova de Foz Côa, atravessando Almeida, Pinhel e Figueira de Castelo Rodrigo.

E desta vez há também um nome conhecido a acompanhar a viagem: o ator e apresentador Rui Unas é o padrinho da edição de 2026.

Sob o mote “Castelos, Vinhas e Sabores Autênticos do Interior”, a proposta vai bastante além de colocar carros antigos numa estrada bonita. O Ribacôa Clássicos cruza património, gastronomia e enoturismo ao longo de um percurso limitado a apenas 20 viaturas.

A paisagem também muda à medida que os quilómetros avançam. Do granito das serras beirãs aos vales profundos do Côa e às encostas do Douro Superior, a caravana vai atravessar alguns dos cenários mais marcantes desta região.

E há lugares onde a combinação entre automóveis clássicos e território promete imagens particularmente difíceis de ignorar.

Castelos, muralhas, vinhas e escarpas: veja o Portugal que 20 clássicos vão atravessar a partir desta sexta-feira

Castelos, muralhas, vinhas e escarpas: veja o Portugal que 20 clássicos vão atravessar a partir desta sexta-feira

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Sortelha: começar entre muralhas e granito

O primeiro encontro com os clássicos acontece em Sortelha, e dificilmente poderia haver cenário mais apropriado.

Construída sobre um maciço granítico e envolvida pelas muralhas do seu castelo medieval, a aldeia histórica será o ponto de receção da caravana. É também aqui que os participantes terão o primeiro contacto com aquilo que vai definir grande parte dos cerca de 200 quilómetros seguintes: automóveis de outras décadas a atravessar lugares onde a história é muito mais antiga do que qualquer máquina presente.

A passagem pelo Sabugal acrescentará outro castelo à viagem, antes de a caravana seguir para o restante percurso.

Castelo Mendo: uma aldeia medieval no caminho dos clássicos

Castelo Mendo é outra das paragens que promete resultar particularmente bem quando os automóveis entrarem no enquadramento.

A aldeia histórica, erguida num ponto elevado sobre o vale do Côa e marcada pelas suas muralhas, ruas estreitas e construções de pedra, recebe a caravana antes de esta seguir para Almeida.

E é precisamente aí que surge um dos cenários mais reconhecíveis de toda a viagem.

Almeida: clássicos dentro de uma fortaleza em forma de estrela

Vista de cima, Almeida é imediatamente reconhecível.

A praça-forte apresenta uma estrutura abaluartada em forma de estrela, resultado do sistema defensivo desenvolvido sobretudo nos séculos XVII e XVIII junto à fronteira espanhola.

Durante o Ribacôa Clássicos, os automóveis entram no centro histórico, colocando máquinas do século XX dentro de uma estrutura militar com vários séculos de história.

É um dos pontos que mais promete em termos visuais: muralhas, portas monumentais, ruas históricas e uma caravana de apenas 20 carros a atravessá-las.

Castelo Rodrigo: pedra, história e vinhas

Mais a norte, Castelo Rodrigo introduz outra paisagem.

A aldeia histórica ergue-se sobre uma colina e conserva vestígios de muralhas, construções medievais e ruínas do Palácio de Cristóvão de Moura. À volta, começam a ganhar protagonismo as vinhas e uma paisagem que anuncia a aproximação ao Douro Superior.

É também nesta zona que os vinhos entram definitivamente no percurso. O programa inclui provas e uma mostra com produtores locais, numa edição em que a organização quer colocar a gastronomia e o enoturismo ao mesmo nível das estradas e dos automóveis.

Pinhel: os clássicos chegam à “Cidade Falcão”

A viagem passa também pelo centro histórico de Pinhel e pelo seu castelo.

Conhecida como “Cidade Falcão”, Pinhel guarda duas torres medievais que dominam a paisagem e será outro dos pontos onde os participantes deixam momentaneamente a estrada para entrar no património histórico da região.

É também uma das zonas associadas aos vinhos da Beira Interior, outra presença constante numa viagem que procura juntar a condução às características do território atravessado.

Miradouro da Faia: clássicos sobre as escarpas do Côa

Se houver um local capaz de disputar o título de fotografia mais impressionante do Ribacôa Clássicos, o Miradouro da Faia parte com bons argumentos.

Aqui, a estrada aproxima-se das escarpas do vale do Côa e abre-se sobre uma paisagem muito diferente daquela que recebeu os participantes no início da viagem.

O granito, o vale encaixado e a dimensão da paisagem tornam este um dos pontos mais fortes do percurso — e provavelmente um dos lugares onde valerá mais a pena procurar a caravana.

Até Vila Nova de Foz Côa, onde a paisagem já anuncia o Douro

A viagem prossegue depois até Vila Nova de Foz Côa.

É o ponto que aproxima definitivamente a caravana do Douro Superior, depois de um percurso que atravessa diferentes geografias sem abandonar o interior: das terras altas da Beira às encostas marcadas pelo xisto e pela vinha.

Ao fim de cerca de 200 quilómetros, talvez seja precisamente essa transformação da paisagem que melhor explique a escolha do percurso.

Os carros são os mesmos.

O cenário nunca é.

Rui Unas é o padrinho desta terceira edição

Uma das novidades deste ano é a presença de Rui Unas como padrinho do Ribacôa Clássicos.

“Valorizar as raízes portuguesas é preservar aquilo que nos torna únicos e é com muito orgulho que me associo a um evento que celebra o melhor de Portugal”, afirmou o ator e apresentador na apresentação da iniciativa.

Telmo Ramalho, responsável pelo projeto, explica que foi precisamente da vontade de juntar os automóveis ao território que nasceu o encontro. “O Ribacôa Clássicos nasceu com o propósito de valorizar um território extraordinário através da paixão pelos automóveis clássicos”, refere. Já viu a entrevista do responsável à ‘Automonitor’? Pode ler aqui.

A dimensão da caravana é deliberadamente pequena: apenas 20 viaturas. Durante cerca de 200 quilómetros, serão elas o fio condutor entre castelos, aldeias, vinhas, gastronomia e paisagens que vão mudando à medida que a estrada avança.

A partir desta sexta-feira, os clássicos deixam de ser apenas aquilo que se vai ver.

São a maneira escolhida para chegar lá.