Os carros novos serão obrigados a ter uma tecnologia que permita detetar motoristas alcoolizados, bem como um sistema para evitar que crianças sejam acidentalmente deixadas em veículos, segundo a Bloomberg.
As referidas medidas de segurança, alvo de discussão há muito tempo, foram agora incluídas no projeto de lei de infraestrutura que aguarda votação no Senado dos EUA.
Jason Levine, diretor executivo do Center for Auto Safety, que tem vindo a defender regras de segurança mais rígidas, aplaudiu a inclusão das medidas.
“Há poucas dúvidas de que o nosso país está muito atrasado quanto a atualizações urgentes nas infraestruturas, especialmente no que diz respeito à segurança automóvel e à crescente onda de mortes evitáveis em acidentes de trânsito”, referiu.
Nos EUA, embora as pessoas tenham conduzido menos no ano passado por causa da pandemia, cerca de 38.680 pessoas morreram em acidentes de trânsito, tendo sido o maior número de mortes anuais desde 2007, de acordo com uma nota da National Highway Traffic Safety Administration publicada em junho. O número de mortes no trânsito nos EUA aumentou 7,2% em relação ao ano anterior, apesar da redução das viagens.
“Esta é a regra mais significativa na história da NHTSA”, disse Stephanie Manning, oficial de relações governamentais do Mothers Against Drunk Driving.
Entre os sistemas estudados estão os que monitorizam o motorista a fim de encontrar sinais de distração, limitação ou fadiga durante a condução. Um dos sistemas baseia-se em sensores que examinam os olhos dos motoristas.
Outra medida fulcral incluída no programa visa combater a morte de crianças inadvertidamente deixadas no carro em dias quentes, baseado num alerta de “lógica de porta” que lembra o motorista de que uma porta traseira foi aberta e fechada antes do início da viagem. O alerta avisa o motorista quando o motor é desligado para verificar o banco traseiro.
Segundo Janette Fennell, presidente da Kids and Car Safety, desde 1990 mais de 1.000 crianças morreram em carros com temperaturas elevadas.






