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Sabe aquele “clique” quando abastece o carro? Há quase 100 anos que ele evita uma pequena desgraça

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Automonitor

Mecanismo continua praticamente inalterado desde que se popularizou, na década de 1950, e tem por base o chamado Efeito Venturi, associado ao físico italiano Giovanni Battista Venturi

Há gestos tão habituais que quase passam despercebidos. Abastecer o carro, esperar que a mangueira pare sozinha e ouvir o famoso “clique” quando o depósito está cheio é um deles. Mas esse som, aparentemente banal, resulta de uma invenção simples e engenhosa que há décadas evita derrames de combustível nos postos de abastecimento.

Segundo o ‘El Economista’, o mecanismo continua praticamente inalterado desde que se popularizou, na década de 1950, e tem por base o chamado Efeito Venturi, associado ao físico italiano Giovanni Battista Venturi. A lógica é simples: quando um fluido passa por uma abertura estreita, a sua velocidade aumenta e a pressão diminui.

É esse princípio que permite à pistola da bomba perceber quando deve interromper o fluxo de gasolina ou gasóleo, mesmo sem “saber” realmente quanto combustível existe dentro do depósito.

Como funciona o mecanismo

Dentro da pistola de abastecimento existe um pequeno orifício, com apenas alguns milímetros de diâmetro, ligado a um canal interno na extremidade do bico. Enquanto esse orifício consegue aspirar ar, o combustível continua a sair normalmente.

Quando o nível de combustível dentro do depósito sobe e bloqueia esse ponto de entrada de ar, o sistema interpreta a falta de fluxo como uma obstrução. Nesse momento, o mecanismo fecha-se automaticamente e ouve-se o “clique” característico.

Na prática, a bomba não mede diretamente a quantidade de combustível no depósito. O que faz é reagir ao bloqueio do ar na ponta do bico. É por isso que, em alguns casos, a pistola pode parar antes do depósito estar cheio.

Porque a bomba às vezes para antes do tempo

O sistema pode desligar-se sem motivo aparente quando o fluxo de ar é interrompido por outros fatores. Um bocal de abastecimento mais estreito, uma posição incorreta da pistola ou um ângulo de inserção menos favorável podem ser suficientes para fazer o mecanismo disparar.

Ainda assim, a tecnologia continua a ser uma das soluções mais eficazes e discretas no dia a dia dos condutores. Evita derrames, reduz desperdício de combustível e contribui para a segurança nos postos de abastecimento.

O aviso dos especialistas

Apesar de ser comum tentar “arredondar” o abastecimento depois do primeiro clique, os especialistas citados pelo ‘El Economista’ lembram que não se deve forçar a bomba a continuar a abastecer após esse momento.

O primeiro clique é o sinal de que o sistema detetou que o combustível atingiu a zona de segurança definida pelo mecanismo. Continuar a insistir pode aumentar o risco de derrame e anular precisamente a função para a qual o sistema foi criado.