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O carro ficou preso na lama? Há uma técnica para o libertar sem ferramentas… mas cuidado com este erro

O carro ficou preso na lama? Há uma técnica para o libertar sem ferramentas… mas cuidado com este erro
Automonitor

Ao contrário do que possa parecer, carregar no acelerador não significa necessariamente conseguir sair de uma zona de lama

Com a chegada da chuva, os caminhos de terra podem transformar-se em verdadeiros obstáculos para os automobilistas. Basta uma zona mais enlameada para as rodas perderem aderência e o carro deixar de avançar. Quando isso acontece, a primeira reação de muitos condutores é acelerar com mais força. Mas essa pode ser precisamente a pior decisão.

Ao contrário do que possa parecer, carregar no acelerador não significa necessariamente conseguir sair de uma zona de lama. Se as rodas começarem a patinar, podem acabar por escavar ainda mais o terreno, deixando o automóvel progressivamente enterrado.

Segundo o jornal espanhol ’20 Minutos’, que reúne recomendações do Real Automóvil Club de España (RACE), existem algumas manobras simples que podem ajudar a libertar um automóvel sem recorrer imediatamente a ferramentas ou assistência externa.

Primeiro passo: perceber por que razão o carro ficou preso

Antes de tentar qualquer manobra, é importante observar a situação.

As rodas perderam aderência? O automóvel ficou apoiado na parte inferior da carroçaria? Existe algum obstáculo escondido na lama?

Estas diferenças são importantes, porque um automóvel com as rodas a patinar exige uma abordagem diferente de outro que esteja assente sobre o fundo da carroçaria.

Se não existir perigo em sair do veículo, pode também ser útil reduzir o peso transportado, retirando objetos pesados da bagageira e pedindo aos passageiros que saiam para um local seguro.

O objetivo é facilitar a movimentação do automóvel, embora a redução de peso, por si só, não garanta uma melhoria da tração.

A técnica que deve experimentar antes de acelerar mais

Se as rodas ainda conseguirem encontrar alguma aderência, a recomendação passa por utilizar o acelerador com muita suavidade.

Em vez de insistir com acelerações fortes, deve aplicar a potência de forma progressiva, evitando que as rodas patinem.

Pode também experimentar rodar ligeiramente o volante para um lado e para o outro, procurando uma zona do terreno onde os pneus consigam encontrar mais aderência.

No entanto, esta manobra deve ser feita com cuidado e apenas quando existir espaço suficiente para movimentar o veículo em segurança.

Se o automóvel não conseguir avançar, outra possibilidade é tentar recuar lentamente, sobretudo quando o terreno atrás das rodas parece mais firme.

Em qualquer dos casos, o essencial é evitar movimentos bruscos.

Quando recuperar a tração, mantenha uma aceleração suave e constante até sair da zona enlameada, desde que o percurso à frente seja seguro.

E se o carro continuar preso?

Nem sempre estas técnicas são suficientes.

Se as rodas continuarem a patinar, pode ser necessário criar uma superfície que ofereça maior aderência.

O ’20 Minutos’ refere algumas soluções de recurso, como a utilização de materiais firmes colocados na trajetória das rodas motrizes. As próprias alfombrinhas do automóvel podem, em determinadas circunstâncias, servir como apoio improvisado.

No entanto, estas soluções exigem cuidado: os materiais podem deslocar-se ou ser projetados quando as rodas começam a rodar.

Nunca coloque as mãos ou os pés junto de uma roda enquanto alguém tenta movimentar o automóvel.

Também não deve insistir se o veículo estiver demasiado enterrado, se existir risco de danos mecânicos ou se o terreno apresentar sinais de instabilidade.

Nessas circunstâncias, a opção mais segura será recorrer à assistência em viagem ou a profissionais com equipamento adequado para recuperar o automóvel.

O erro que pode transformar um pequeno contratempo num problema maior

A principal lição é simples: quando um carro fica preso na lama, mais potência nem sempre significa mais capacidade para sair.

Acelerar repetidamente pode aprofundar os sulcos deixados pelos pneus, reduzir ainda mais a aderência e dificultar uma eventual operação de recuperação.

Além disso, insistir durante demasiado tempo pode provocar esforços desnecessários na transmissão e noutros componentes mecânicos.

Por isso, antes de carregar novamente no acelerador, vale a pena avaliar o terreno, procurar uma trajetória mais firme e tentar recuperar a tração com movimentos suaves.

Por vezes, a diferença entre conseguir sair pelos próprios meios e precisar de assistência está precisamente naquilo que o condutor decide não fazer.

Os pequenos imprevistos na estrada podem transformar-se em grandes problemas. Para mais conselhos de condução, guias práticos e curiosidades automóveis, acompanhe a Automonitor no LinkedIn e no Instagram.