O futuro elétrico da Mercedes está a ficar cada vez menos escondido. A nova Classe E totalmente elétrica voltou a ser fotografada em testes e, desta vez, perdeu parte importante da camuflagem, deixando à vista alguns dos elementos que deverão chegar ao modelo de produção.
Segundo o ‘Motor1’, novas imagens divulgadas nas redes sociais mostram sobretudo a dianteira e a traseira com bastante mais detalhe, numa altura em que a apresentação é apontada para o início de 2027.
Mais importante do que a própria camuflagem é aquilo que este automóvel representa.
A futura Classe E elétrica deverá assumir o espaço atualmente ocupado pelo EQE, acompanhando a mudança de estratégia da Mercedes, que está a aproximar novamente os seus elétricos das famílias tradicionais da marca, tanto nos nomes como no desenho. O próprio ‘Motor1’ já tinha identificado protótipos da futura berlina e apontado o modelo como sucessor do EQE.
A estrela começa a aparecer
É na dianteira que as novas imagens revelam mais.
Os elementos de plástico que anteriormente escondiam grande parte da frente desapareceram, permitindo observar melhor o desenho dos faróis que deverá aproximar-se da configuração definitiva.
E há uma assinatura impossível de confundir.
As luzes diurnas mantêm o motivo inspirado na estrela de três pontas da Mercedes, uma solução que a marca tem vindo a utilizar nos seus modelos elétricos mais recentes.
A iluminação tornou-se, aliás, uma componente cada vez mais importante da identidade visual dos novos Mercedes. O renovado EQS também utiliza elementos luminosos associados à estrela da marca, enquanto outros modelos elétricos seguem a mesma direção.
Na traseira há uma surpresa
Atrás, a evolução é igualmente interessante.
Segundo o ‘Motor1’, os grupos óticos mostram agora uma assinatura formada essencialmente por linhas direitas. O padrão de estrelas observado em anteriores protótipos parece ter desaparecido nesta fase de desenvolvimento.
Não significa necessariamente que esteja definitivamente excluído do automóvel de produção — estamos ainda perante um protótipo —, mas mostra que a Mercedes continua a testar diferentes soluções antes de fechar o desenho.
À medida que a camuflagem desaparece, começa também a ficar mais evidente uma mudança bastante maior na linguagem visual da marca.
Esta Classe E elétrica afasta-se das formas muito arredondadas que caracterizaram modelos como o EQE e o EQS e aproxima-se das proporções de uma berlina Mercedes mais convencional.
Não é propriamente um acidente. A Mercedes está a reorganizar a sua gama elétrica, aproximando-a dos restantes modelos e abandonando progressivamente a identidade visual autónoma que marcou a primeira geração da família EQ.
Uma Classe E elétrica, não apenas outro “EQ”
É precisamente aqui que o novo modelo ganha importância.
O atual EQE chegou ao mercado como equivalente elétrico da Classe E, mas com plataforma, carroçaria e identidade próprias. A próxima geração deverá seguir uma filosofia diferente.
A Mercedes deverá manter em paralelo a Classe E com motores de combustão e uma alternativa totalmente elétrica, visualmente muito mais próxima da restante família.
Os primeiros protótipos já tinham mostrado uma silhueta mais tradicional, com capot mais definido, habitáculo colocado mais atrás e proporções bastante diferentes da forma quase monovolume do EQE.
A alteração acompanha uma estratégia mais abrangente. A Mercedes tem vindo a integrar os seus elétricos nas famílias convencionais e a abandonar a separação tão marcada que existia entre modelos de combustão e EQ.
Estreia apontada para 2027
A apresentação da nova Classe E elétrica é esperada nos primeiros meses de 2027, embora a Mercedes ainda não tenha anunciado oficialmente uma data.
Também permanecem por conhecer as especificações técnicas, capacidades da bateria, autonomia, potência e velocidades de carregamento.
O desenvolvimento, porém, parece estar numa fase cada vez mais avançada. Se inicialmente os protótipos permitiam sobretudo perceber as proporções do automóvel, a progressiva retirada da camuflagem começa agora a revelar aquilo que realmente veremos na estrada.
E há uma conclusão que já parece difícil de esconder: o próximo elétrico deste segmento quer parecer muito mais uma Classe E — e bastante menos um EQE.






