Numa época em que a indústria automóvel esforça-se para otimizar a produção e reduzir os custos, há marcas, no entanto, que preferem o método manual: naturalmente são os automóveis mais exclusivos, do qual a Bugatti faz parte.
O fabricante francês não esconde o gosto pelos métodos que utiliza para construir o Chiron e revelou que só no processo de pintura do veículo gasta cerca de 600 horas em cada carro montado na fábrica, em Molsheim, em França – a tinta é aplicada à mão.
Para colocar em perspetiva, a Bugatti frisou que, no mesmo tempo, uma marca de carros de luxo consegue fabricar entre 4 e 5 veículos do início ao fim.
Cada componente de um novo Bugatti é pintado individualmente para que cada superfície possa receber o melhor acabamento possível: antes mesmo de aplicar a primeira camada de tinta, os especialistas realizam uma inspeção minuciosa para detetar qualquer imperfeição. O prcesso não envolve qualquer máquina, apenas o olhar natural e o toque das mãos do especialistas, ao qual se seguem duas camadas de ‘primer’ intercaladas com lixamento completo.
Só nos preparativos são necessárias mais de 100 horas para cada carro. “É um trabalho de amor, nunca apressado, mas sempre aplicado com cuidado”, descreveu a Bugatti.
A equipa analisa cada painel individualmente, já que a Bugatti usa vários tipos diferentes de materiais em toda a carroceria, cada um com as suas próprias características de pintura. Se for notada a menor diferença de cor entre dois painéis, é necessária uma nova pintura. E mesmo quando todo o carro é pintado com perfeição, ainda leva quatro dias a polir, o que a Bugatti diz ser o processo de polimento mais complexo da indústria. No total, a pintura de um Bugatti novo leva entre 600 e 700 horas.
“Ettore Bugatti era um homem que acreditava na beleza da engenharia automóvel. Crescendo em uma família de artistas, Ettore tinha o automóvel como a sua tela, mesmo antes de as pessoas pensarem nele como uma obra de arte. Carregamos esta filosofia até hoje, garantindo que todos os aspectos do design e da produção sejam executados com excelência estética em mente; uma abordagem que sem dúvida se aplica à nossa pintura”, revelou Christophe Piochon, presidente da Bugatti.






