De acordo com a Bloomberg, um grupo de piratas informáticos afirma ter tido acesso a uma quantidade massiva de dados de câmaras de segurança compilados pela startup Verkada, sediada em Silicon Valley.
Estes dados incluem imagens ao vivo de 150.000 câmaras de vigilância instaladas em hospitais, empresas, esquadras de polícia, prisões e escolas. Entre a lista de empresas expostas ao ataque está a Tesla e o fornecedor de software Cloudfare. Com o acesso a todos estes dados, os hackers conseguiram ver imagens do interior de clínicas, hospitais psiquiátricos e até dos escritórios da Verkada, que detém estes feeds de vídeo ao vivo.
Entre os vídeos a que a Bloomberg teve acesso existe um que mostra os funcionários de um hospital na Florida a amarrarem um doente à cama; e um do interior da fábrica da Tesla em Shangai, que mostra os trabalhadores numa linha de montagem. Os piratas informáticos dizem que tiveram acesso a 222 câmaras de fábricas e armazéns da Tesla.
O ataque informático foi feito por um coletivo internacional de hackers que quis expor as vulnerabilidades da videovigilância e a facilidade com que estes sistemas podem ser invadidos, segundo afirmou Tillie Kottmann, um dos responsáveis pelo ataque. O mesmo pirata informático diz já ter entrado nas redes da Intel e da Nissan. E explica que as razões para estes ataques são “muita curiosidade, luta pela informação livre e contra a propriedade intelectual, uma enorme dose de anticapitalismo, um pouco de anarquismo e também porque é demasiado divertido para deixar de o fazer”.
Em comunicado, a Verkada diz ter desativado “todas as contas de administrador para evitar acessos não autorizados” e acrescentou que “as nossas equipas interna e externa de segurança estão a investigar a escala e o alcance do ataque, tendo notificado as entidades legais competentes”. Segundo a Bloomberg, a startup também está a avisar os clientes e criou uma linha de esclarecimento de dúvidas.
Num comentário a este incidente, a Tesla disse que “com base no que sabemos, as câmaras que foram alvo de ataque estão instaladas apenas num dos nossos fornecedores, e o produto em causa não está a ser utilizado na fábrica de Xangai, nem em nenhuma loja ou centro de serviço da Tesla. As imagens de vigilância das fábricas de Xangai e de outras instalações mencionadas estão armazenadas em servidores locais”.





