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Um dos maiores fornecedores mundiais da indústria automóvel prepara novo fecho de fábrica

Automonitor com Lusa

Mahle, que registou um volume de negócios global de 12 mil milhões de euros em 2019, junta-se assim a outros grandes fornecedores europeus — como a Bosch, a ZF, a Recaro ou a Valeo — afetados

A Mahle, uma das maiores fornecedoras mundiais da indústria automóvel, está a considerar o encerramento da sua fábrica em Hambach, no departamento francês da Mosela, o que poderá levar à eliminação de 186 postos de trabalho. A informação foi avançada pela ‘Automobile Magazine’, que cita declarações sindicais e um comunicado da administração do grupo alemão.

Segundo o mesmo meio, a Mahle iniciou recentemente conversações com representantes sindicais sobre um plano de reestruturação, alegando “dificuldades económicas e prejuízos recorrentes num ambiente de mercado cada vez mais desafiante”. A unidade, especializada na produção de condensadores e sistemas de arrefecimento para baterias de veículos elétricos, poderá cessar atividade já em 2026.

De acordo com o site especializado francês, a empresa planeia uma paralisação progressiva da produção a partir do segundo trimestre de 2026, prevendo despedimentos faseados e a manutenção de apenas cerca de vinte trabalhadores até junho desse ano, para procederem ao desmantelamento e venda das instalações.

O encerramento da fábrica de Hambach seguirá-se ao da unidade de Chavanod, na Alta Saboia, encerrada em 2022. Os sindicatos franceses pedem agora a intervenção das autoridades para proteger os trabalhadores. “Anunciaram o fecho total da empresa em 2026”, afirmou Manuel Mensch, representante do sindicato CFE-CGC. Já Geoffray Roche, da CGT, apelou ao Governo para “não abandonar as pessoas à sua sorte” e exigir “garantias” à multinacional, que emprega 60 mil pessoas em todo o mundo.

A Mahle, que registou um volume de negócios global de 12 mil milhões de euros em 2019, junta-se assim a outros grandes fornecedores europeus — como a Bosch, a ZF, a Recaro ou a Valeo — afetados pela desaceleração da procura, o aumento dos custos de produção, a concorrência chinesa e as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos.