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Tradicional sistema de semáforos com os dias contados? Era dos carros autónomos pode trazer uma nova cor

Tradicional sistema de semáforos com os dias contados? Era dos carros autónomos pode trazer uma nova cor
Francisco Laranjeira

Sistema aproveita a capacidade destes veículos de comunicarem entre si e com os sistemas de tráfego, permitindo que, em situações de elevada presença de carros autónomos, a luz branca coordene os movimentos e reduza os tempos de espera

Um estudo da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, apontou para a criação de um semáforo com luz branca destinado a veículos autónomos, capaz de agilizar a circulação e melhorar o fluxo de trânsito em cruzamentos.

A investigação, publicada pelo jornal ‘El Economista’, sublinhou que o sistema aproveita a capacidade destes veículos de comunicarem entre si e com os sistemas de tráfego, permitindo que, em situações de elevada presença de carros autónomos, a luz branca coordene os movimentos e reduza os tempos de espera.

Segundo o professor Ali Hajbabaie, um dos autores do estudo e docente de engenharia civil, de construção e ambiental na Universidade Estadual da Carolina do Norte, “a luz branca também incorpora informações para que os condutores humanos saibam o que fazer”. Quando o trânsito é maioritariamente composto por veículos conduzidos por humanos, o semáforo mantém o padrão tradicional vermelho-amarelo-verde, delegando o controlo aos veículos autónomos apenas em determinados momentos.

O conceito distingue-se de testes anteriores, em que a gestão de semáforos brancos era centralizada e todos os dados eram enviados para um centro de controlo. O novo modelo propõe um sistema distribuído, em que os próprios veículos autónomos coordenam a travessia do cruzamento. As simulações realizadas pela equipa de Hajbabaie revelaram que, em tráfego com 10% a 30% de carros autónomos, o fluxo melhora ligeiramente, enquanto acima de 30% esta otimização chega a reduzir os tempos de espera em 10,7%, aumentando a eficiência na circulação.

Apesar dos resultados promissores, o estudo reconheceu os desafios de implementação. A adaptação de todos os semáforos e a falta de maturidade tecnológica dos veículos autónomos tornam improvável a adoção generalizada do sistema a curto prazo. Para Hajbabaie, a prioridade continua a ser desenvolver soluções que permitam a coexistência segura entre veículos autónomos e conduzidos por humanos, num contexto urbano cada vez mais tecnológico e complexo.

O estudo reforçou, segundo o ‘El Economista’, que a transição para um mundo de tráfego totalmente autónomo será gradual e exigirá estratégias inovadoras, regulamentação adequada e uma adaptação progressiva da infraestrutura urbana.