Será que um automóvel elétrico já consegue enfrentar uma longa viagem pela Europa sem grandes preocupações com a autonomia? Foi precisamente essa uma das questões colocadas à prova numa viagem entre Portugal e França, durante a qual um smart #5 Premium percorreu 3.743 quilómetros em sete dias. Os resultados divulgados incluem mais de 400 quilómetros de autonomia em autoestrada e carregamentos rápidos de aproximadamente 18 minutos.
A iniciativa decorreu entre 9 e 15 de outubro e foi realizada pela World Shopper | Viver Elétrico, com o acompanhamento da smart. A viagem começou no Estoril, atravessou Portugal, Espanha e França e terminou em Paris, onde decorreu o Salão Automóvel de 2026.
O objetivo foi avaliar o comportamento do SUV 100% elétrico em percursos de longa distância, incluindo consumo energético, autonomia, carregamentos e conforto a bordo.
Mais de 400 quilómetros de autonomia em autoestrada
Um dos principais resultados divulgados pela equipa foi a autonomia superior a 400 quilómetros em autoestrada, com o cruise control regulado para 120 km/h, segundo o comunicado da smart.
No conjunto dos 3.743,3 quilómetros percorridos, o smart #5 registou um consumo médio final de 21,7 kWh/100 km.
Este valor corresponde a um consumo energético calculado de aproximadamente 812 kWh ao longo da viagem, embora não represente necessariamente a quantidade total de eletricidade fornecida pelos postos, uma vez que não inclui eventuais perdas de carregamento.
Os resultados mostram o comportamento do automóvel nas condições específicas deste percurso, mas não significam que a mesma autonomia possa ser reproduzida em todas as viagens. Temperatura, velocidade, relevo, carga transportada e condições meteorológicas podem alterar significativamente os consumos.
Carregar dos 10% aos 80% em cerca de 18 minutos
A rapidez dos carregamentos foi outro dos aspetos destacados pela equipa.
Graças à arquitetura elétrica de 800 volts, o smart #5 conseguiu atingir potências médias próximas dos 280 kW em postos de carregamento ultrarrápidos.
Segundo os dados divulgados, foi possível passar dos 10% aos 80% de bateria em aproximadamente 18 minutos.
Trata-se de um resultado relevante para quem utiliza um elétrico em viagens longas, uma vez que permite recuperar uma parte significativa da autonomia durante uma paragem relativamente curta.
No entanto, o comunicado não revela quantas paragens foram necessárias ao longo dos sete dias, qual o tempo total despendido nos carregamentos ou quanto custou a eletricidade utilizada.
São informações importantes para avaliar de forma mais completa a experiência de utilização e os custos reais de uma viagem desta dimensão.
Sete dias de viagem com o automóvel transformado em escritório
Durante o percurso, o smart #5 serviu também de espaço de trabalho à equipa da World Shopper | Viver Elétrico, que produziu conteúdos diariamente.
Entre os equipamentos destacados estiveram o ecrã de 13 polegadas destinado ao passageiro dianteiro, as portas USB-C de 60 W, o sistema de câmaras de 360 graus e o sistema de som Sennheiser com 20 altifalantes.
O compartimento refrigerado da consola central e o espaço disponível nos bancos traseiros foram igualmente apontados como características úteis durante a viagem.
“Depois de mais de 3.700 quilómetros pela Europa, o que mais valorizamos no smart #5 foi a combinação entre a autonomia em autoestrada, a rapidez dos carregamentos e o conforto a bordo”, afirmou Ricardo Oliveira, da World Shopper | Viver Elétrico.
De Lisboa a Paris para conhecer o novo smart #2
A viagem terminou no Salão Automóvel de Paris, onde a marca apresentou mundialmente o smart #2, um modelo que recupera o conceito de automóvel urbano de dois lugares que marcou a história da fabricante.
O percurso foi documentado em sete conteúdos audiovisuais publicados nos canais digitais da World Shopper | Viver Elétrico, mostrando diferentes etapas da viagem, os carregamentos e a chegada à capital francesa.
Mais do que demonstrar que é possível atravessar vários países num automóvel elétrico, a experiência permite observar a importância da combinação entre autonomia em autoestrada e velocidade de carregamento.
Ainda assim, fica uma questão por responder: quanto custou realmente percorrer estes 3.743 quilómetros, incluindo todas as paragens para carregar?
Esse dado seria essencial para comparar a viagem com a de um automóvel a combustão.






