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Pó de diamante, motor V12 e caixa manual: a Pagani não poupou a extravagâncias no último Huayra 70

Pó de diamante, motor V12 e caixa manual: a Pagani não poupou a extravagâncias no último Huayra 70
Automonitor

Anima encerra uma trilogia iniciada com o Huayra 70 Trionfo, criado para a Barchetta Collection, em Cincinnati, e continuada com o Derecho, apresentado no Festival de Velocidade de Goodwood

A Pagani revelou o Huayra 70 Anima, o terceiro e último exemplar de uma série especial criada para assinalar o 70.º aniversário de Horacio Pagani. Apresentado em Las Vegas, o hipercarro combina um motor V12 com caixa manual de sete velocidades e uma pintura exclusiva que incorpora pó de diamante.

Segundo o ‘Supercar Blondie,’ a apresentação aconteceu no passado dia 31, durante o Concours de Las Vegas, com a presença do próprio fundador da marca italiana.

O Anima encerra uma trilogia iniciada com o Huayra 70 Trionfo, criado para a Barchetta Collection, em Cincinnati, e continuada com o Derecho, apresentado no Festival de Velocidade de Goodwood.

Os três automóveis fazem parte das comemorações dos 70 anos de Horacio Pagani, embora a apresentação do último exemplar tenha acontecido já perto do seu 71.º aniversário.

Uma pintura que leva o luxo a outro nível

O elemento mais invulgar do Huayra 70 Anima está no acabamento exterior.

A carroçaria combina fibra de carbono exposta com uma pintura metalizada personalizada que incorpora pó de diamante, criando um efeito visual especialmente elaborado.

No habitáculo, a Pagani optou por bancos brancos, apontamentos azuis e elementos metálicos à vista, numa combinação que procura equilibrar o luxo com a identidade mecânica do modelo.

Mas há outro pormenor que merece destaque: a caixa manual de sete velocidades.

Numa altura em que os hipercarros de elevado desempenho recorrem maioritariamente a transmissões automáticas ou de dupla embraiagem, a Pagani continua a valorizar a ligação direta entre o condutor e a máquina.

Neste caso, a transmissão manual está associada ao motor V12, embora a publicação não apresente os valores de potência ou outras especificações mecânicas deste exemplar.

Um automóvel criado à medida do proprietário

O nome Anima significa “alma” em italiano, uma escolha que reflete o trabalho de personalização desenvolvido pela Pagani.

Lorenzo Kerkoc, responsável pelos projetos especiais da marca, explicou que a criação do automóvel envolveu mais de um ano de colaboração com o cliente.

“Para o terceiro e último exemplar do Huayra 70, acompanhámos o cliente durante mais de um ano numa viagem única de personalização”, afirmou, numa declaração citada pelo Supercar Blondie.

Segundo o responsável, o processo procurou compreender a personalidade, as memórias e a visão do proprietário, transformando esses elementos numa proposta individual.

A inspiração esteve num sonho de infância do cliente: criar um dia um automóvel especial em conjunto com Horacio Pagani.

O fim de uma trilogia, não necessariamente do Huayra

O Huayra 70 Anima representa o encerramento desta coleção comemorativa, mas isso não significa que seja o último automóvel da família Huayra produzido pela marca.

A Pagani não revelou todos os detalhes técnicos do novo exemplar, nem confirmou quando poderá acontecer a sua estreia europeia.

Para já, o Anima fica marcado por uma combinação pouco habitual: um V12, uma caixa manual e uma carroçaria com pó de diamante.

Uma forma particularmente extravagante de celebrar o aniversário do homem que fundou uma das marcas de hipercarros mais exclusivas do mundo.

Pó de diamante, motor V12 e caixa manual: a Pagani não poupou a extravagâncias no último Huayra 70

Leia também: O pó de diamante não é a primeira extravagância da Pagani. A Automonitor já mostrou um Utopia pintado com ouro verdadeiro e rocha lunar, dois raríssimos Zonda que entraram numa sala de ópera e um Huayra Roadster com apenas 592 quilómetros levado a leilão.