Comprar um Pagani Utopia, um dos hipercarros mais exclusivos do mundo, já é um privilégio reservado a muito poucos. Mas, para o milionário Kris Singh, residente na Florida (EUA), gastar cerca de 2,5 milhões de dólares (aproximadamente 2,2 milhões de euros) num automóvel não era suficiente para garantir que ninguém teria outro igual.
Por isso, decidiu ir muito mais longe. Encomendou uma pintura que mistura partículas de ouro verdadeiro com rocha lunar pulverizada. Sim, material proveniente da Lua, adquirido em leilão e incorporado na carroçaria de um automóvel.
Segundo a ‘Supercar Blondie’, que recuperou esta semana a história, o projeto exigiu cerca de três anos de desenvolvimento da pintura e resultou num exemplar único, recentemente entregue ao proprietário durante o Pagani Raduno 2026.
Uma pintura que veio literalmente de outro mundo
A cor chama-se “Lunar Gold” e foi desenvolvida em colaboração com a especialista Karosserie. Para conseguir o efeito pretendido, foram utilizadas pequenas partículas retiradas de lingotes de ouro e de rocha lunar.
O desafio não estava apenas na escolha dos materiais. Era necessário conseguir aplicar esta mistura sobre os componentes de fibra de carbono e alumínio da carroçaria, preservando a qualidade do acabamento e o brilho característico de um Pagani.
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O resultado é um automóvel dourado que muda de aparência consoante a incidência da luz, com reflexos que realçam as linhas da carroçaria.
E há um pormenor ainda mais extravagante: segundo os valores divulgados pela imprensa especializada, o material lunar utilizado no projeto terá custado mais de quatro milhões de dólares, aproximadamente 3,5 milhões de euros. O montante não foi confirmado de forma independente.
Leonardo da Vinci também entrou na história
A inspiração para este Pagani não veio de outro automóvel, mas de uma pintura do Renascimento.
Kris Singh batizou a sua criação de “Madonna of the Car Nation”, numa referência à obra “Madonna do Cravo”, de Leonardo da Vinci. O nome é um jogo de palavras com o título inglês da pintura, “Madonna of the Carnation”.
A decoração interior acompanha a extravagância exterior. O habitáculo apresenta couro preto com costuras douradas, bancos com padrões especiais, instrumentos com acabamentos dourados e detalhes em ouro de 24 quilates nos pedais e na alavanca das mudanças.
Apesar de todo este luxo, o proprietário não esqueceu o prazer de condução. O Utopia mantém um motor V12 biturbo de 6,0 litros, desenvolvido pela Mercedes-AMG, com cerca de 850 cv, associado a uma caixa manual de sete velocidades.
É uma combinação cada vez mais rara num mundo de hipercarros dominado pelas transmissões automáticas e pela eletrificação.
Não é o primeiro Pagani extravagante da coleção
Kris Singh é conhecido pela paixão por automóveis exclusivos e já possui outros exemplares especiais da marca italiana, incluindo modelos cujos nomes também fazem referência a Leonardo da Vinci.
A ideia de utilizar materiais lunares numa pintura automóvel também não surgiu agora. O colecionador tinha explorado anteriormente um conceito semelhante para um Aston Martin Valkyrie, mas acabou por concretizar a ambição neste Pagani.
Depois de anos de planeamento, o “Madonna of the Car Nation” tornou-se finalmente realidade.
E, numa época em que muitos proprietários de hipercarros procuram distinguir-se através de cores especiais, peças em carbono ou acabamentos personalizados, Singh encontrou uma forma particularmente invulgar de garantir a exclusividade.
Afinal, quantos automóveis podem afirmar que transportam um pequeno pedaço da Lua na carroçaria?






