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Opel Astra agora com nova transmissão de variação contínua

Automonitor com Lusa

Com o lançamento da mais recente renovação do modelo Astra, a Opel aposta na integração de uma transmissão de elevada suavidade nas variantes Astra hatchback de cinco portas e station wagon.

Operando em combinação com o motor a gasolina 1.4 Turbo de 145 CV de potência, com injeção direta, (consumos de combustível NEDC1: 6,3 l/100 km urbano, 4,3-4,2 l/100 km extra urbano e 5,1-5,0 l/100 km e 116/114 g/km de CO2), a transmissão de variação contínua oferece um desempenho linear e maximiza o conforto e a economia.

Opel Astra agora com nova transmissão de variação contínua

Com uma nova geração de motores e transmissões, o Opel Astra estabelece novos padrões em baixas emissões – este novo Astra é, assim, o mais eficiente de todos os tempos, alcançando até menos 21% de emissões de CO2 face ao seu antecessor.

Aliás, cinco das sete combinações mecânicas permitidas à saída da fábrica situam-se abaixo da “marca mágica” dos 100 gramas por quilómetro de CO2 (NEDC1).

“O princípio operacional é inteligente e simples. Ao contrário de uma transmissão automática convencional com conversor de binário e engrenagens planetárias, embraiagens e relações de caixa fixas, uma transmissão linear possui duas polias conectadas por uma correia metálica sob tensão. Entre as partes externas das polias há um eixo cónico, no qual assenta a correia. Ao adaptar continuamente o espaço entre as polias, alcança-se uma relação de caixa variável, pois a alteração da superfície de contato altera o diâmetro”, explicou Peter Naumann, Diretor Global de Programa e Engenheiro Chefe de Transmissões Automáticas, em Rüsselsheim.

“O processo é comparável à transmissão de binário entre mudanças mais pequenas e mais elevadas e vice-versa. Por fim, é ainda necessária uma engrenagem planetária no veio de entrada, para seleção de marcha para a frente ou para trás”, continuou o responsável.

Dada a disponibilidade quase infinita de relações de caixa, as mecânicas com transmissão de variação contínua operam no ponto mais eficiente em toda a faixa de rotações de um motor.

Ainda Peter Naumann: “Em cada ponto, a transmissão permite que a mecânica encontre o equilíbrio ideal em termos de eficiência de combustível, atenuação de ruídos e vibrações e capacidade de resposta do pedal do acelerador. Veículos de baixo peso e motores com binário máximo de 230 a 300 Nm são os mais adequados para transmissões de variação contínua. Com 236 Nm de binário e um peso bruto de 1350 kg, o novo Astra 1.4 é, por isso, uma proposta ideal.

Opel Astra agora com nova transmissão de variação contínua Opel Astra agora com nova transmissão de variação contínua

No mercado português, o Astra 1.4 Turbo com transmissão automática de variação contínua está disponível nas variantes de cinco portas e station wagon, nos níveis de equipamento GS Line e Ultimate, com preços a partir de 29.310 euros.

A história da transmissão de variação contínua

A ideia de uma transmissão linear, ou sem engrenagens, não é nova. Em 1879, o engenheiro americano Milton Reeves inventou uma transmissão de velocidade variável para a indústria de serração, solução que teve depois aplicação num primeiro automóvel, em 1896.

Inúmeras versões diferentes se seguiram na década de 20 do século passado, em motocicletas e automóveis. George Constantinesco, engenheiro e inventor romeno, criou em 1926 um dos conceitos mais interessantes: o “Constantinesco Car” apresentava um motor de 5 CV com um conversor de binário integrado.

Opel Astra agora com nova transmissão de variação contínua

De acordo com publicidade da época, era um carro “Sem embraiagem, sem marchas, apenas um controlador: o acelerador”!

Mas seria apenas em 1958 que o conceito de variação contínua se tornaria mais conhecido. Foi nesse ano que a DAF apresentou o 600, um pequeno familiar equipado com a sua inovadora transmissão Variomatic. Projetado pelo holandês Hub van Doorne, o Variomatic tornou famoso o pequeno sedã da DAF, entre outras coisas, por andar para trás tão rápido quanto para a frente.

A partir daí, as transmissões lineares surgiram em todos os tipos de máquinas, desde tratores e motos de neve até motocicletas e veículos de todo-o-terreno, bem como nos automóveis.

A Opel surgiu com o seu primeiro exemplar no Vectra C, numa estreia que ocorreu em 2002. No entanto, a carreira da transmissão “CVTronic” durou pouco, terminando a produção na fábrica húngara de Szentgotthard no ano de 2005.

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