A Toyota mostrou-se pouco convencida, segundo revelou esta quinta-feira o ‘Washington Examiner’, que o mundo esteja pronto para abandonar os veículos de combustão até 2040. A marca japonesa foi uma das que se recusou assinar o acordo na Conferência do Clima das Nações Unidas, no qual era estabelecido o compromisso de vender apenas veículos novos com emissão zero até 2040.
“Estamos prontos para acelerar e ajudar no suporte com veículos de emissão zero apropriados”, garantiu um porta-voz da Toyota à agência Reuters. “No entanto, em muitas áreas do Mundo, tais como na Ásia, África e Médio Oriente, ainda não foi estabelecido um ambiente adequado para promover o transporte com emissão zero total”, apontou. “Achamos que levará mais tempo para progredir. Portanto, é difícil para nós comprometermo-nos com a declaração conjunta nesta fase”, disse a Toyota.
A marca alemã Volkswagen também recusou-se a assinar o acordo, afirmando que o ritmo de adoção do veículo elétrico “varia de região para região”. O presidente da Volkswagen, Herbert Diess, rejeitou a promessa, alegando que ainda pode “fazer sentido usar carros com combustível sintético na América Latina em 2035”.
A Declaração COP26 sobre a Aceleração da Transição para Carros com 100% de emissão zero pede aos fabricantes de automóveis que “trabalhem para alcançar as vendas de carros novos com 100% de emissão zero nos principais mercados até 2035 ou antes”. A declaração foi assinada pela Ford Motors, General Motors, Mercedes-Benz, Volvo e vários outros fabricantes de automóveis em todo o mundo.





