A General Motors (GM) estabeleceu os objetivos de até 2035 tornar elétricos a maioria dos veículos que produz e, cinco anos depois, garantir a neutralidade carbónica das suas operações. O impulso da marca de Detroit aos veículos elétricos já começou este ano.
A GM já tinha anunciado que vai investir 27 mil milhões de dólares em veículos elétricos e autónomos nos próximos cinco anos, o que representa um aumento de 35% face ao que estava planeado antes da pandemia. Isto significará que por volta de 2050 a marca venha a ter 30 veículos exclusivamente elétricos em comercialização em todo o mundo.
Já no final de 2025, 40% dos modelos destinados ao mercado americano serão elétricos movidos a bateria. Neste grupo estarão incluídos crossovers, SUV, sedans e camiões.
A GM anunciou também que quer recorrer exclusivamente a energias renováveis para alimentar as suas instalações nos Estados Unidos em 2030, e no resto do mundo em 2035. Este anúncio antecipa em cinco anos o objetivo global.
Quanto à intenção de tornar elétricos a maioria dos veículos produzidos nos próximos 14 anos, a marca diz que vai concentrar-se na oferta de veículos diferentes para vários patamares de preços. Do mesmo modo, está a trabalhar com diversos parceiros para criar a plataforma de carregamento elétrico e promover a sua utilização.
O gigante automóvel com 112 anos revelou este mês um novo logótipo para simbolizar a sua nova direção no que diz respeito aos veículos elétricos e quer ser visto como uma marca de energia “limpa”. Também este mês, anunciou uma nova parceria com a Microsoft para acelerar a sua entrada no segmento dos carros elétricos autónomos.
Estes anúncios têm sido bem recebidos na Bolsa de Nova Iorque, onde as ações da empresa já ultrapassaram a Tesla, com um crescimento de cerca de 20%. Só na passada quinta-feira, as ações da GM subiram 2%.






