<br><br><div align="center"><!-- Revive Adserver Asynchronous JS Tag - Generated with Revive Adserver v5.5.0 -->
<ins data-revive-zoneid="25" data-revive-id="6815d0835407c893664ca86cfa7b90d8"></ins>
<script async src="//com.multipublicacoes.pt/ads/www/delivery/asyncjs.php"></script></div>
Partilhar

Explicador: A chave do carro ficou sem pilha? Há uma solução que pode permitir abrir as portas e até ligar o motor

Explicador: A chave do carro ficou sem pilha? Há uma solução que pode permitir abrir as portas e até ligar o motor
Francisco Laranjeira

As chaves dos automóveis mudaram muito. As tradicionais lâminas metálicas deram lugar a comandos eletrónicos, cartões e sistemas que permitem abrir as portas e ligar o motor sem tirar a chave do bolso

Carrega no comando, mas o carro não abre. Aproxima-se da porta, tenta novamente e continua sem resposta. A pilha da chave pode ter chegado ao fim, mas isso não significa necessariamente que fique impedido de entrar no automóvel ou de seguir viagem. Muitos modelos escondem uma chave de emergência e um sistema capaz de reconhecer o comando mesmo sem pilha. E há dois exemplos concretos que mostram como funciona.

As chaves dos automóveis mudaram muito. As tradicionais lâminas metálicas deram lugar a comandos eletrónicos, cartões e sistemas que permitem abrir as portas e ligar o motor sem tirar a chave do bolso.

A comodidade trouxe, contudo, uma dúvida que pode surgir no pior momento: o que fazer quando o comando deixa de funcionar?

A resposta é mais simples do que parece. Em muitos automóveis, os fabricantes mantiveram mecanismos de emergência que permitem contornar a falha da pilha sem comprometer a segurança do veículo.

O problema é que nem todos os condutores sabem onde estão.

Primeiro passo: procurar a chave que está escondida no comando

Pode parecer contraditório, mas muitos comandos eletrónicos continuam a ter uma chave metálica.

Está normalmente integrada no interior do comando e pode ser retirada através de uma pequena patilha ou botão. Nos cartões de algumas marcas existe uma solução semelhante.

Essa chave serve para abrir manualmente a porta quando o sistema de acesso à distância não responde.

E se olhar para a maçaneta e não encontrar nenhuma fechadura?

Também isso pode ser normal.

Em numerosos automóveis modernos, a fechadura da porta do condutor está escondida debaixo de uma pequena cobertura, para preservar o desenho exterior do veículo.

O procedimento para retirar essa tampa varia entre modelos. Por isso, antes de tentar levantá-la ou introduzir a chave, deve consultar o manual do fabricante. Forçar a cobertura pode danificar a maçaneta ou a pintura.

Depois de abrir a porta, porém, surge outra questão: como ligar um carro que precisa de reconhecer eletronicamente a chave?

O Toyota Corolla mostra como a solução pode ser simples

Um exemplo concreto encontra-se no Toyota Corolla equipado com sistema de chave inteligente.

Segundo o manual oficial da Toyota, quando a pilha do comando está descarregada, o condutor pode utilizar a chave mecânica para abrir as portas.

Para ligar o motor, o procedimento é diferente daquele que utiliza habitualmente.

Com a transmissão na posição P, o condutor deve pressionar o pedal do travão e aproximar o comando eletrónico do botão de arranque, até que o sistema reconheça a chave.

Depois de receber a confirmação, pode pressionar o botão para ligar o motor.

Ou seja, mesmo que o comando já não consiga enviar o sinal habitual para abrir as portas à distância, continua a existir uma forma de o automóvel reconhecer a chave.

A Toyota apresenta este procedimento como uma solução temporária e recomenda a substituição da pilha assim que possível.

Importa sublinhar que este exemplo corresponde ao Corolla com o sistema indicado no respetivo manual. Não deve ser aplicado automaticamente a todos os Toyota.

E nos Renault? O cartão também pode funcionar sem pilha

A Renault utiliza, em vários modelos, um cartão eletrónico que substitui a chave convencional.

À primeira vista, pode parecer ainda mais complicado resolver uma falha de pilha, mas o princípio é semelhante.

De acordo com os manuais da marca, determinados veículos apresentam no painel de instrumentos uma mensagem a pedir que o cartão seja colocado numa zona específica para permitir o arranque.

O condutor deve então pressionar o travão ou a embraiagem, conforme o modelo, colocar o cartão na área indicada e carregar no botão de arranque.

Em algumas versões, essa zona fica na consola central. Noutras, o procedimento pode exigir a aproximação do cartão ao próprio botão Start.

Também existem cartões Renault com uma chave metálica integrada, destinada à abertura manual da porta.

O exemplo demonstra uma diferença importante: o sistema de emergência pode existir, mas não estar localizado no mesmo sítio em todos os automóveis, nem sequer dentro da mesma marca.

Como consegue o carro reconhecer uma chave sem pilha?

Esta é talvez a parte mais surpreendente.

Nos sistemas compatíveis, a comunicação habitual à distância depende da pilha do comando. Quando essa energia acaba, os botões deixam de funcionar corretamente e o veículo pode deixar de detetar a chave no bolso do condutor.

Mas alguns comandos possuem também um identificador eletrónico que pode ser reconhecido a uma distância muito curta, através de um campo eletromagnético gerado pelo automóvel.

Em termos simples, é o próprio veículo que fornece a energia necessária para essa comunicação de emergência.

Por isso, aproximar a chave de um ponto específico pode permitir que o sistema confirme a sua autenticidade, mesmo sem a pilha que alimenta as funções à distância.

Não significa que qualquer chave consiga ligar qualquer automóvel. O sistema continua a verificar se o identificador corresponde a uma chave autorizada.

Também não é um método universal: o funcionamento depende da tecnologia instalada e das instruções do fabricante.

E se o alarme disparar quando abrir a porta?

Há outro pormenor que convém conhecer.

Em alguns automóveis, abrir a porta com a chave metálica pode ativar o alarme, porque o veículo não recebeu o sinal eletrónico habitual de desbloqueio.

Isso não significa necessariamente que exista uma avaria.

O procedimento para desativar o alarme depende do sistema instalado. Em determinados modelos, o reconhecimento da chave e a ligação da ignição permitem interrompê-lo; noutros, é necessário seguir instruções específicas.

O mais importante é não tentar desligar componentes elétricos nem improvisar soluções para silenciar o sistema.

Se o alarme não parar depois de executar o procedimento previsto pelo fabricante, deve procurar assistência.

Atenção: a pilha da chave e a bateria do carro são coisas diferentes

Antes de concluir que o comando ficou sem pilha, é importante perceber o que está realmente a falhar.

Se a pilha da chave estiver descarregada, o automóvel pode continuar a ter energia suficiente para abrir as portas através do sistema mecânico e permitir o arranque de emergência.

Mas, se for a bateria de 12 volts do veículo que estiver descarregada, o problema é diferente.

O automóvel poderá não conseguir alimentar os sistemas eletrónicos necessários ao reconhecimento da chave ou ao arranque.

Nesse caso, aproximar o comando do botão Start não resolve a falta de energia do veículo.

Também pode acontecer que a chave não funcione devido a interferências de radiofrequência, problemas de sincronização ou avarias eletrónicas.

Por isso, uma falha no comando não significa automaticamente que a pilha esteja esgotada.

Há sinais de aviso antes de a pilha acabar?

Sim, embora nem todos os automóveis apresentem os mesmos sintomas.

Um dos sinais mais comuns é a redução do alcance do comando. Se antes conseguia abrir o carro a vários metros e agora precisa de estar praticamente encostado à porta, a pilha pode estar a perder capacidade.

Outro indício é a necessidade de pressionar os botões repetidamente.

Alguns modelos mostram ainda uma mensagem no painel de instrumentos a avisar que a pilha está fraca.

Se tiver uma segunda chave, experimentá-la pode ajudar a identificar a origem do problema. Se ambas deixarem de funcionar, poderá existir uma causa diferente.

Quando for necessário substituir a pilha, confirme o modelo correto e siga as instruções do fabricante. Nem todos os comandos utilizam a mesma referência, e uma abertura incorreta pode danificar os componentes.

As pilhas de botão também devem ser mantidas fora do alcance das crianças, devido ao perigo grave associado à ingestão.

O que deve verificar hoje no seu automóvel?

Há três informações que vale a pena descobrir antes de enfrentar uma emergência.

A primeira é saber se o comando ou cartão possui uma chave metálica integrada.

A segunda é identificar a localização da fechadura manual da porta do condutor, que pode estar escondida.

A terceira é consultar o procedimento de arranque de emergência e descobrir onde deve colocar ou aproximar o comando caso a pilha deixe de funcionar.

Tudo isto deve ser confirmado no manual correspondente à marca, ao modelo e ao ano do veículo.

São verificações que demoram poucos minutos e podem evitar uma situação bastante desagradável.

Porque, quando a chave deixa de responder, a solução pode não estar numa pilha nova, numa chamada para a assistência ou numa visita à oficina.

Pode estar escondida no comando que tem na mão e num mecanismo do próprio automóvel que nunca precisou de utilizar.