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Como estão as marcas a ajudar a combater o Covid-19?

Automonitor com Lusa

Com a maior parte das fábricas fechadas e a produção em suspenso, a indústria automóvel atravessa tempos difíceis e o futuro não augura boas perspetivas. Mas perante a pandemia da Covid-19 muitas têm multiplicado os seus esforços para adaptar as suas máquinas e produzir material médico que faça frente às necessidades dos profissionais de saúde.

A solidariedade perante esta pandemia vai muito além da indústria automóvel e consórcio europeu Airbus (responsável por fabricar o maior avião de passageiros do mundo) com sede em França e fábricas na Alemanha, Espanha e Reino Unido, anunciou que iria fazer uso da tecnologia de impressão 3D e das suas instalações para poder produzir ventiladores.

A BYD, construtora chinesa de veículos elétricos, começou a produzir máscaras e gel desinfetante, tendo já conseguido produzir cinco milhões de máscaras no primeiro mês de produção e 300 mil garrafas de gel desinfetante.

O Grupo Fiat Chrysler Automobiles e a Ferrari já tinham anunciado que iam doar avultadas verbas aos serviços nacionais de saúde de Itália, o país mais afetado por esta pandemia, para que pudessem adquirir mais ventiladores.

Mas não ficaram por aqui: alguns engenheiros e funcionários das duas marcas (inclusive engenheiros da equipa de Fórmula 1) voltaram às fábricas para ajudar o maior fabricante de ventiladores do país italiano a aumentar a sua capacidade de produção.

Mas em Itália, não foram só os fabricantes de automóveis que puseram as “mãos à obra”. Também algumas fabricantes de componentes como a Magneti Marelli, a Bosch ou a Continental disponibilizaram as suas instalações para produzir material médico.

A General Motors e a Ford confirmaram que vão realizar donativos de materiais ou utilizar os seus recursos para aumentar os níveis de produção de ventiladores e de outros equipamento médico necessários para combater a pandemia.

A McLaren e a Nissan (através da sua sede no Reino Unido) integram dois dos três consórcios já formados para a produção de ventiladores, com os engenheiros da McLaren a serem responsáveis pelo desenho destes equipamentos e a com a marca japonesa a apoiar a fabricação.

Engenheiros da SEAT, em parceria com outras duas empresas sediadas em Barcelona, desenvolveram um ventilador médico que funciona com recurso ao motor utilizado nos limpa pára-brisas dos modelos SEAT. Espera-se que a marca espanhola, que faz parte do grupo Volkswagen, consiga produzir entre 50 a 100 ventiladores por dia nas suas instalações em Barcelona.

Já a Tesla vai reabrir a sua “Giga[factory] de Nova Iorque para produzir ventiladores assim que for humanamente possível”, indicou Elon Musk na sua conta do Twitter. Isto já depois do responsável norte-americana ter comprado 1.250 ventiladores na China para os doar “a quem precisasse” nos Estados Unidos.

Na Alemanha, o grupo Volkswagen acedeu ao pedido do governo e disponibilizou todas as suas impressoras 3D para o fabrico de ventiladores e de outros equipamentos médicos que possam salvar vidas.