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Carros mais tecnológicos… mas menos fiáveis? Estudo levanta dúvidas

Busy crowded traffic jam on the road
Automonitor

A crescente aposta em tecnologia nos automóveis está a levantar dúvidas sobre a sua real utilidade

A crescente aposta em tecnologia nos automóveis está a levantar dúvidas sobre a sua real utilidade, numa altura em que os veículos incluem cada vez mais sistemas digitais, sensores e funcionalidades pensadas para melhorar a experiência de condução. No entanto, nem sempre o resultado corresponde às expectativas dos condutores.

De acordo com o jornal ‘El Economista’, um estudo da consultora JD Power aponta para um aumento significativo dos problemas associados à tecnologia automóvel, registando o nível mais elevado desde que há dados disponíveis. Os resultados sugerem uma deterioração da confiança dos consumidores nos últimos meses.

Grande parte das falhas está relacionada com os sistemas de infoentretenimento, nomeadamente os ecrãs táteis no interior dos veículos. Problemas de integração com smartphones e falhas após atualizações de software são algumas das queixas mais frequentes entre os utilizadores.

Segundo a publicação espanhola, embora os fabricantes utilizem atualizações de software como solução para corrigir erros, a perceção dos condutores é diferente. Cerca de 40% dos inquiridos disseram ter conhecimento de atualizações nos seus veículos, mas apenas 27% consideraram que essas melhorias tiveram impacto positivo.

O estudo revela ainda que os veículos de gama alta não escapam às dificuldades. As marcas premium apresentaram um aumento de problemas, destacando-se apenas em aspetos como potência do motor e conforto dos bancos.

Entre os diferentes tipos de motorização, os híbridos plug-in surgem como os mais problemáticos, enquanto os veículos a gasolina mostram uma ligeira melhoria na fiabilidade a longo prazo.

Num setor em constante evolução, os dados apontam para um paradoxo: à medida que os carros se tornam mais tecnológicos, cresce também o risco de falhas, levantando dúvidas sobre até que ponto a inovação está realmente a beneficiar os condutores.