Os fabricantes de automóveis estarão, daqui a apenas 9 anos, impedidos de lançar novos veículos movidos a combustíveis fósseis para cumprirem os objetivos de zero emissões. Mas, até lá, quais os desafios que consumidores, governos e a indústria terão de enfrentar para implementar mudanças tão drásticas face à realidade que conhecemos hoje?
Antes de mais, será indubitavelmente preciso muita energia elétrica para mover todos os veículos que estão a ser lançados ou ainda em fase de desenvolvimento até que cheguemos a 2030. Segundo o site Autocar, a rede nacional energética do Reino Unido estima que sejam necessários 100 terawatts-hora se o mesmo número de carros que existem hoje nas estradas britânicas forem eletrificados. A procura total no país é atualmente de 300 terawatts-hora, o que significa que esta transição para os veículos elétricos implica um adicional de um terço à energia que é hoje utilizada. É importante lembrar, no entanto, que isto não poderá acontecer de um dia para o outro, até porque em 2030 ainda existirão muitos veículos a combustíveis fósseis – só não poderão ser lançados novos. Mas, num horizonte de 15 a 20 anos, é um aumento muito significativo da utilização e dependência deste tipo de energia.
Mesmo assim, um terço adicional é uma quantidade apreciável de energia a mais do que aquela a que os países estão habituados a consumir e a gerir. E este é apenas um dos números a simbolizar alterações drásticas nas formas de consumo de energia. É que se de um lado iremos aumentar em muito o consumo de energia, por outro, a dependência de combustíveis como a gasolina e o diesel irão baixar drasticamente, moldando o setor da energia de uma forma inédita, nunca antes vista.






