A A5, autoestrada que liga Lisboa a Cascais, deverá receber radares de velocidade média nos dois sentidos, no âmbito do plano do Governo para instalar mais 12 equipamentos deste tipo nas estradas portuguesas, avança o ‘Nascer do Sol’.
Estes radares não medem apenas a velocidade num ponto isolado da estrada. O sistema regista a passagem de um automóvel entre dois pontos e calcula depois a velocidade média a que o condutor percorreu esse troço. Se a média ultrapassar o limite permitido, há lugar a infração.
De acordo com a notícia, a instalação dos novos radares dependerá ainda de um concurso internacional, através do qual o Governo terá de escolher a melhor proposta. O processo deverá envolver vários milhões de euros e poderá demorar, uma vez que existe sempre a possibilidade de impugnação por parte de concorrentes.
Antes disso, será necessário garantir financiamento. Uma fonte policial citada pelo ‘Nascer do Sol’ explica que o primeiro passo será “arranjar o dinheiro”, antes de avançar para a instalação dos equipamentos.
O ministro da Administração Interna já tinha anunciado o alargamento da rede de radares de velocidade média a mais dez estradas portuguesas, num total de 12 novos radares. A A5 surge entre os locais identificados para receber este tipo de fiscalização.
A escolha da autoestrada que liga Lisboa a Cascais é justificada pelo risco associado a alguns troços. Fonte conhecedora do projeto recorda o exemplo da Ponte Vasco da Gama, onde, desde a introdução dos radares de velocidade média, não terá havido qualquer acidente mortal.
Na A5, a mesma fonte aponta para a existência de zonas consideradas perigosas, defendendo que faz sentido instalar ali este tipo de controlo. A lógica, segundo a notícia, é distinta da fiscalização em locais onde os condutores não podem circular acima dos 50 quilómetros por hora e onde a atuação pode ser vista apenas como “caça à multa”.
A fonte dá ainda o exemplo da A29, onde existem três radares de velocidade média ao longo de um trajeto de cerca de dez quilómetros. Segundo a mesma avaliação, estes equipamentos terão contribuído para a diminuição da sinistralidade.
Com os novos radares, os condutores da A5 terão de controlar não apenas a velocidade no momento em que passam junto ao equipamento, mas o ritmo mantido ao longo de todo o troço fiscalizado. A mensagem é simples: levantar o pé do acelerador deixará de ser uma reação de última hora e passará a ter de acontecer durante vários quilómetros.






