A Stellantis escolheu o Salão Automóvel de Paris de 2026 para apresentar uma das peças centrais da sua estratégia para os próximos anos: uma nova plataforma destinada a tornar os automóveis elétricos mais acessíveis aos consumidores europeus.
Com oito marcas, mais de 60 modelos e seis protótipos em exposição, o grupo liderado por Antonio Filosa apresenta aquela que descreve como a sua maior participação de sempre num salão automóvel. Mas a principal novidade não está apenas nos veículos expostos.
Segundo a imprensa especializada, a Stellantis revelou a E-CAR, uma plataforma elétrica desenvolvida para permitir a produção de uma nova geração de automóveis mais económicos, fabricados na Europa.
Elétricos acessíveis e um recado a Bruxelas
John Elkann, presidente da Stellantis, apresentou a E-CAR como um elemento fundamental do plano estratégico FaSTLAne 2030, anunciado em maio.
O objetivo é responder aos milhões de consumidores europeus que procuram um automóvel elétrico, mas continuam a encontrar preços elevados no mercado.
A empresa pretende combinar custos competitivos, inovação e produção europeia. No entanto, Elkann deixou também um apelo às instituições comunitárias para que apoiem a competitividade da indústria automóvel do continente.
A mensagem surge num momento em que outros fabricantes, incluindo a Volkswagen, defendem igualmente medidas para tornar os elétricos mais acessíveis e reforçar a produção na Europa.
Nem tudo será elétrico
Apesar da aposta na nova plataforma, a Stellantis não pretende concentrar toda a sua estratégia numa única tecnologia.
Antonio Filosa, CEO do grupo, reafirmou que a prioridade será oferecer aos consumidores diferentes soluções de motorização e energia, reconhecendo que nem todos têm as mesmas necessidades.
Esta abordagem integra o plano FaSTLAne 2030 e aponta para uma oferta diversificada, em vez de uma transição exclusivamente assente nos veículos elétricos.
A Stellantis não anunciou, nesta apresentação, preços concretos nem datas de lançamento dos futuros modelos baseados na E-CAR.
Ainda assim, a mensagem deixada em Paris é clara: o grupo quer conquistar os consumidores que continuam afastados dos elétricos pelo preço, sem abandonar as restantes tecnologias de propulsão.






