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Fechados, com acesso controlado e à prova de roubo: Oeiras pergunta onde quer os novos bicicletários

Oeiras: Ciclista com capacete e mochila a pedalar numa ciclovia junto à linha de comboio, com sinal de rota de evacuação de tsunami e edifícios ao fundo sob céu azul.
Automonitor

A Parques Tejo abriu um inquérito online para perceber onde fazem falta bicicletários em Oeiras. O modelo que quer instalar vai muito além do suporte onde se prende a roda, e o comboio tem lugar de destaque no estudo.

A Parques Tejo, empresa municipal que gere o estacionamento público e a mobilidade suave no concelho, lançou um inquérito online para perceber onde fazem falta bicicletários em Oeiras. Podem responder todos os que vivem, trabalham ou estudam no concelho. O modelo que a empresa quer implementar vai além dos simples suportes de fixação: são equipamentos cobertos ou fechados, com controlo de acesso e proteção contra roubo e intempéries.

O inquérito faz parte do Estudo de Implementação de Bicicletários em Oeiras. As respostas vão servir para planear uma rede de equipamentos ajustada às necessidades da população e às características de cada zona do concelho.

A bicicleta e o comboio

A combinação da bicicleta com o transporte público é um dos eixos do estudo. A Parques Tejo quer conhecer as condições que podem levar mais pessoas a pedalar, tanto em deslocações curtas como em articulação com outros modos de transporte, em particular o comboio.

Entre os locais apontados como possíveis destinos destes equipamentos estão as estações ferroviárias e outras interfaces de transportes públicos, mas também zonas residenciais, equipamentos coletivos, áreas empresariais e locais com concentração de serviços.

Segundo a empresa, a existência de estacionamento adequado é um dos fatores que pesam na decisão de usar a bicicleta no dia a dia. Locais seguros, acessíveis e bem localizados podem facilitar a combinação da bicicleta com os transportes públicos.

O que quer saber a Parques Tejo

Entre as questões a que o inquérito procura responder estão onde são necessários lugares para parquear bicicletas, que condições devem reunir e de que forma um parqueamento seguro e acessível pode aumentar a utilização da bicicleta nas deslocações diárias.

A Parques Tejo quer também saber como se desloca hoje a população e que dificuldades sente quem já tenta estacionar a bicicleta no concelho. Para a empresa, a participação dos munícipes é essencial para identificar os locais onde um bicicletário terá mais utilidade.

Como participar

A participação faz-se através do preenchimento do inquérito online, aberto a munícipes, trabalhadores e estudantes em Oeiras. A empresa não indicou até quando é possível responder.

Também ficam por conhecer o número de bicicletários a instalar, os locais já em estudo, o calendário das obras e eventuais custos de utilização para os ciclistas. Segundo a Parques Tejo, os contributos recolhidos vão ajudar a identificar prioridades e a definir as futuras soluções de estacionamento para bicicletas.

A empresa municipal gere mais de 20.500 lugares de estacionamento em Oeiras, entre parques cobertos, de superfície e estacionamento de rua regulado. É também responsável pelo sistema público de partilha de bicicletas e trotinetes elétricas e pela aplicação Oeiras MOVE.

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