Nos anos 80, a AMG transformou um discreto Mercedes-Benz numa das berlinas mais temidas do mundo. Quatro décadas depois, o lendário Hammer poderá estar prestes a ganhar uma nova vida, pelas mãos de uma empresa com uma ligação muito especial à história da marca alemã.
Muito antes de a AMG se tornar na divisão desportiva oficial da Mercedes-Benz, havia uma pequena empresa alemã dedicada a transformar automóveis de luxo em máquinas de desempenho extremo. Foi nesse contexto que nasceu o AMG Hammer, um modelo que ajudou a construir a reputação internacional da preparadora.
Agora, segundo o ‘Motor1’, a empresa alemã HWA divulgou uma imagem que sugere estar a preparar uma interpretação moderna daquele automóvel. Ainda não existe uma confirmação definitiva do projeto, mas a silhueta apresentada aponta claramente para um Mercedes-Benz da geração W124.
E há um detalhe que torna esta possibilidade particularmente interessante: a HWA foi fundada por Hans Werner Aufrecht, um dos criadores da própria AMG.
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Uma berlina discreta com prestações de superdesportivo
Em 1986, a AMG decidiu transformar o Mercedes-Benz 300 E numa máquina capaz de rivalizar com alguns dos automóveis desportivos mais rápidos da época.
O motor original de seis cilindros e 3,0 litros deu lugar a um poderoso V8 de 5,5 litros, profundamente modificado para suportar velocidades elevadas.
Os engenheiros trabalharam os componentes internos, reforçaram várias peças e submeteram o conjunto a testes exigentes. O resultado foi um automóvel com cerca de 360 cv e 526 Nm de binário, números impressionantes para uma berlina de meados dos anos 80.
Mas o Hammer não se limitava à potência. A AMG também modificou a suspensão, os elementos da carroçaria e o comportamento dinâmico, criando um automóvel capaz de se aproximar dos 300 km/h sem perder a aparência relativamente discreta de um Mercedes-Benz familiar.
Foi precisamente essa combinação que o tornou lendário: um automóvel aparentemente convencional, mas com prestações capazes de surpreender muitos desportivos.
O homem que ajudou a criar a AMG pode estar por trás do regresso
A HWA foi fundada em 1998 por Hans Werner Aufrecht, antigo engenheiro da Daimler-Benz e um dos cofundadores da AMG.
A empresa especializou-se no desenvolvimento de automóveis de competição e projetos exclusivos, mantendo uma ligação particularmente forte aos modelos históricos da Mercedes-Benz.
Entre as suas criações mais recentes encontra-se o HWA EVO, uma interpretação moderna do Mercedes-Benz 190 E 2.5-16 Evolution II, outro dos grandes símbolos da engenharia desportiva alemã.
O eventual regresso do Hammer poderá seguir uma filosofia semelhante: recuperar a identidade de um automóvel histórico, combinando-a com soluções técnicas contemporâneas.
O que se sabe sobre o novo Hammer?
Para já, muito pouco. A imagem divulgada pela HWA revela uma silhueta que remete para o Mercedes-Benz W124, mas não permite confirmar as características técnicas do projeto.
Também não são conhecidos o motor, a potência, o número de unidades que poderão ser produzidas ou o eventual preço.
A possibilidade de se tratar de um restomod, ou seja, de uma recriação de um automóvel clássico com tecnologia moderna, é apontada pelo Motor1, tendo em conta a experiência anterior da empresa.
Se o projeto avançar, terá uma herança particularmente exigente para respeitar. Afinal, o Hammer original não ficou conhecido apenas pela velocidade: ajudou a transformar três letras, AMG, num símbolo mundial de desempenho automóvel.
Quarenta anos depois, a questão é saber se a HWA conseguirá recuperar a mesma combinação de discrição, potência e irreverência que tornou o original tão especial.
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Do lendário Hammer aos desportivos elétricos, a AMG continua a surpreender. A Automonitor já revelou o primeiro SUV desenvolvido de raiz pela divisão desportiva da Mercedes, com uns impressionantes 1.169 cv. E há mais novidades a caminho: a marca prepara uma ofensiva de mais de 27 modelos, mas com uma mudança inesperada nos motores.






