A Honda prepara uma nova geração de automóveis híbridos que começará a chegar ao mercado em 2027. A fabricante japonesa promete motores mais eficientes, veículos mais leves e uma nova tecnologia de tração integral elétrica. Até 2030, cerca de 15 modelos deverão receber o sistema, numa estratégia que confirma a aposta crescente da marca na eletrificação.
A designação escolhida dificilmente poderia ser mais simples: Honda Hybrid. Segundo o ‘Motor1’, será este o nome que identificará a próxima geração de sistemas híbridos da fabricante japonesa, substituindo gradualmente as diferentes denominações utilizadas ao longo das últimas décadas.
A estreia está prevista para 2027, com os primeiros lançamentos concentrados nos EUA, no Japão e na Índia. O objetivo é equipar aproximadamente 15 modelos até ao final do ano fiscal que termina em março de 2030.
Mas a mudança vai bastante além da identidade comercial.
Motores mais eficientes e uma tecnologia que já conhecemos
A nova geração Honda Hybrid terá como ponto de partida o sistema e, introduzido com esta designação em 2019 e baseado na combinação de um motor de combustão com dois motores elétricos.
Os engenheiros da Honda alargaram a faixa de funcionamento em que o motor térmico consegue atingir a sua maior eficiência e reduziram as dimensões da unidade de propulsão.
O objetivo é diminuir os consumos e melhorar a resposta do conjunto, sem alterar radicalmente a arquitetura que já caracteriza os híbridos da marca.
Esta evolução representa também uma simplificação de uma história tecnológica que começou em 1999, quando o Honda Insight original estreou o sistema Integrated Motor Assist.
Em 2012, a fabricante apresentou três sistemas diferentes sob a designação Sport Hybrid. Agora, pretende reunir as futuras soluções híbridas numa identidade comum.
Uma plataforma mais leve e rígida
A transformação não ficará limitada aos motores. Os futuros híbridos da Honda utilizarão uma nova plataforma, desenvolvida para combinar menor peso com maior rigidez estrutural.
De acordo com a fabricante, estas alterações deverão melhorar simultaneamente o conforto de condução e o comportamento dinâmico, sem exigir uma transformação completa do conceito de suspensão.
A maior rigidez da carroçaria deverá também proporcionar mais estabilidade a velocidades elevadas, permitindo que a suspensão trabalhe de forma mais eficaz.
A Honda pretende, assim, encontrar um equilíbrio entre redução de peso, eficiência energética e prazer de condução.
Tração integral elétrica é uma das grandes novidades
Entre as tecnologias previstas encontra-se um novo sistema de tração integral elétrica, denominado e-AWD, que estará disponível em determinados modelos, juntamente com as tradicionais configurações de tração dianteira.
A plataforma integrará igualmente o Motion Management System, uma tecnologia de controlo integrado do veículo destinada a melhorar a gestão do comportamento dinâmico.
Ainda existem, contudo, várias questões por esclarecer.
A Honda não revelou a arquitetura do novo sistema e-AWD, a potência dos motores elétricos envolvidos ou a forma como será gerida a distribuição de força para o eixo traseiro.
Estes detalhes deverão tornar-se conhecidos à medida que se aproximar o lançamento dos primeiros modelos.
O Civic já está a mostrar o caminho
A Honda começou entretanto a antecipar algumas destas soluções através de um protótipo da próxima geração do Civic Hybrid.
O veículo utiliza um novo motor de 2,0 litros associado a dois motores elétricos, numa configuração que servirá de referência para futuros automóveis de passageiros e SUV.
A aposta faz parte de uma reorientação estratégica anunciada em maio de 2026, quando a Honda apresentou um plano de reorganização do seu negócio automóvel, com maior concentração de recursos de desenvolvimento e produção nos veículos híbridos.
A estratégia industrial da marca no estado norte-americano do Ohio já reflete essa prioridade.
Com o arranque previsto para 2027, a Honda prepara-se para reforçar a presença dos híbridos numa fase em que os fabricantes procuram conciliar a eletrificação com as diferentes necessidades dos mercados.
A promessa é relativamente simples: automóveis mais eficientes, com melhor comportamento e novas soluções de tração, sem abandonar a combinação entre motores de combustão e elétricos que tem caracterizado a tecnologia híbrida da fabricante japonesa.
A aposta da Honda nos híbridos não é propriamente uma novidade. Como já contou a Automonitor, a fabricante japonesa assinalou mais de 25 anos de experiência nesta tecnologia, com o sistema e já disponível em sete modelos comercializados em Portugal. Entre eles está o Honda Jazz, que celebrou 25 anos com mais de nove milhões de unidades vendidas e consumos urbanos anunciados a partir de 3,6 litros aos 100 quilómetros. Mais recentemente, a marca recuperou um dos seus nomes históricos: o Honda Prelude regressou às estradas portuguesas após 25 anos de ausência, agora equipado com motorização híbrida.
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