O smart #2 começa a revelar os argumentos com que pretende recuperar a fórmula que tornou os pequenos citadinos de dois lugares da marca reconhecíveis nas cidades europeias. Será 100% elétrico, terá menos de três metros de comprimento, uma autonomia estimada de 290 quilómetros e uma nova geração da conhecida célula de segurança Tridion.
A estreia mundial está marcada para 12 de outubro, no Salão Automóvel de Paris, mas a smart antecipou agora novos detalhes técnicos do modelo, incluindo a bateria, tempos de carregamento, arquitetura elétrica e soluções desenvolvidas para tornar um automóvel tão pequeno mais seguro.

Menos de três metros e uma bateria de 35,8 kWh
Na base do novo smart #2 estará a Electric Compact Architecture (ECA), uma plataforma 100% elétrica desenvolvida especificamente para o citadino de dois lugares.



Apesar de a carroçaria medir menos de três metros, a plataforma permite instalar uma bateria de 35,8 kWh com células fornecidas pela CATL. A smart estima uma autonomia combinada de 290 quilómetros segundo o ciclo WLTP.
Em carregamento rápido em corrente contínua, a marca anuncia uma passagem dos 10% aos 80% em 20 minutos.
O sistema de propulsão utiliza ainda uma unidade integrada “11-em-1”, que concentra num único conjunto vários componentes, entre os quais o motor elétrico, a eletrónica de potência e os sistemas de controlo. A solução permite reduzir a complexidade e, sobretudo, libertar espaço num automóvel onde cada centímetro conta.
Uma nova Tridion para a era elétrica
Uma das grandes apostas da smart está, porém, na segurança.
O #2 estreia a Tridion Cell Evo, evolução da célula de segurança que se tornou uma das características mais reconhecíveis dos primeiros smart. Mais de 78% da estrutura da carroçaria utiliza aço de alta resistência, existindo materiais capazes de atingir uma resistência à tração de 1.800 MPa.
Segundo a marca, a estrutura apresenta uma rigidez torsional de 39.000 Nm/grau e foi concebida para suportar uma carga superior a quatro toneladas sobre o tejadilho.
A proteção dos ocupantes inclui sete airbags e sistemas de pré-tensionamento dos cintos destinados a limitar o movimento do corpo numa colisão. A bateria recebe igualmente uma estrutura de proteção multicamada.
A smart afirma ter realizado testes de dinâmica e estabilidade em diferentes condições de utilização europeias, desde circulação urbana a estradas e autoestradas.

Quase consegue virar sobre si próprio
Se a segurança procura responder às limitações naturais de um automóvel tão pequeno, a dimensão continua a ser um dos principais argumentos do #2.
O citadino apresenta um diâmetro de viragem entre passeios de apenas 6,95 metros, pensado para facilitar manobras em ruas estreitas e espaços de estacionamento reduzidos.
O modelo terá tração traseira, distribuição de peso de 50:50 e uma suspensão traseira independente de cinco braços, solução que, segundo a smart, é única neste segmento.
Toda a gama utilizará ainda pneus de larguras diferentes nos dois eixos: mais estreitos à frente, para favorecer a precisão da direção e a manobrabilidade, e mais largos atrás, procurando aumentar a aderência e a estabilidade.

Mercedes-Benz desenhou o regresso do pequeno smart
O design ficou a cargo da equipa global de design da Mercedes-Benz e recupera uma das ideias fundamentais dos antigos modelos de dois lugares da smart: rodas colocadas praticamente nos extremos da carroçaria e balanços dianteiro e traseiro muito curtos.
A solução procura maximizar o habitáculo apesar das dimensões exteriores reduzidas e preservar uma silhueta imediatamente associada aos pequenos smart.
O #2 representa, assim, o regresso da marca ao conceito de citadino ultracompacto de dois lugares, agora desenvolvido de raiz para a propulsão elétrica.
A apresentação mundial está marcada para 12 de outubro, no Salão Automóvel de Paris.






