Os carros 100% elétricos consolidaram-se como a segunda motorização mais procurada no mercado automóvel europeu, atrás dos híbridos, mas já à frente dos automóveis exclusivamente a gasolina. E Portugal aparece numa posição particularmente relevante: mais de um em cada quatro automóveis novos matriculados no país é já totalmente elétrico.
Os dados mais recentes da Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA), analisados pelo Motor1, mostram que foram matriculados 2.133.364 automóveis 100% elétricos entre janeiro e agosto de 2026, considerando União Europeia, países da EFTA e Reino Unido.
O número representa um crescimento de 38,8% face ao mesmo período de 2025 e coloca os elétricos com 23,2% do mercado europeu.
Alemanha lidera em números, Portugal soma mais de 45 mil
Em números absolutos, é a Alemanha que domina o mercado europeu de elétricos, ultrapassando já o meio milhão de matrículas desde o início do ano.
Portugal registou 45.388 automóveis 100% elétricos nos primeiros oito meses de 2026, o 12.º maior número entre os 31 mercados analisados.

Mas olhar apenas para o número de automóveis vendidos não conta toda a história.
Portugal já está à frente da Alemanha e do Reino Unido
Quando se compara o peso dos elétricos no total do mercado automóvel de cada país, Portugal sobe uma posição e aparece no 11.º lugar europeu.
Os BEV representam já 26,8% das matrículas de automóveis novos em Portugal, uma quota superior à da Alemanha, com 26,2%, e do Reino Unido, com 25,6%.
Portugal encontra-se também acima da média da União Europeia, onde os automóveis totalmente elétricos representaram 21,7% das novas matrículas entre janeiro e agosto.

Dos 97,8% aos 4,2%: Europa continua dividida
Apesar do crescimento global, os números revelam duas Europas muito diferentes.
Na Noruega, os elétricos representam já 97,8% dos automóveis novos, enquanto na Croácia ficam pelos 4,2%. Entre os dois extremos encontram-se mercados em fases muito diferentes da transição.
É precisamente essa diferença que os dados de 2026 tornam evidente: o automóvel elétrico já conquistou o segundo lugar na Europa, mas a velocidade a que está a substituir as restantes motorizações continua a depender muito do país onde se compra o carro.






