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A Kawasaki recusou deixar morrer esta loucura: a Ninja H2 está de volta e a H2R continua acima dos 300 cv

Automonitor

Kawasaki confirmou o regresso da Ninja H2 e da ainda mais extrema H2R para 2027

Há mais de uma década, a Kawasaki decidiu fazer uma moto que parecia não precisar de existir: pegou num motor de 998 cc, juntou-lhe um compressor desenvolvido internamente e chamou ao projeto engenheiros que também trabalhavam nas divisões aeroespacial e de turbinas da Kawasaki Heavy Industries.

Nasceu a Ninja H2. E, quando seria fácil deixá-la como uma experiência extraordinária do passado, a marca japonesa decidiu mantê-la viva.

A Kawasaki confirmou o regresso da Ninja H2 e da ainda mais extrema H2R para 2027. Segundo destaca o ‘ABC’, a aparência exterior muda pouco, mas por baixo da carenagem há alterações profundas, sobretudo no motor.

Parece a mesma, mas quase tudo mudou no motor

O quatro cilindros sobrealimentado mantém os 998 cc, mas recebeu um sistema de admissão e um compressor redesenhados, além de novos pistões, cabeça do motor, cilindro, cambota e árvores de cames. Os corpos de borboleta, o escape e as relações da caixa também foram revistos.

O resultado são 200 PS, cerca de 197 cv, que sobem para 209 PS — aproximadamente 206 cv — com o efeito Ram Air, além de 135 Nm de binário máximo. A Kawasaki procurou igualmente melhorar a resposta nas baixas e médias rotações, em vez de perseguir apenas números máximos. (kawasaki.eu)

Há também uma novidade importante nos travões: a H2 torna-se na primeira Kawasaki a utilizar as pinças dianteiras Brembo Hypure, acompanhadas por dois discos de 330 mm. As suspensões continuam entregues a uma KYB AOS-II à frente e a um Öhlins TTX36 atrás.

A eletrónica inclui controlo de tração, launch control, gestão de curva, ABS inteligente, quickshifter, controlo do travão-motor e cruise control. Até a instrumentação mantém a ligação ao universo aeronáutico, com novos gráficos de inclinação e atitude inspirados nos utilizados nos aviões.

E depois há a H2R…

Se tudo isto parece excessivo para uma moto de estrada, a Kawasaki continua a guardar a verdadeira loucura para os circuitos.

A Ninja H2R permanece disponível exclusivamente para utilização em pista e ultrapassa os 300 PS. Não tem homologação para circular na estrada e continua a representar a expressão mais radical da tecnologia de sobrealimentação da marca. (kawasaki.eu)

Há ainda uma H2 Carbon, com elementos da carenagem em plástico reforçado com fibra de carbono.

Mais de dez anos depois do aparecimento da primeira H2, muita coisa mudou no motociclismo. A eletrificação avançou, as normas de emissões apertaram e os fabricantes procuram cada vez mais eficiência.

A Kawasaki também.

Mas, aparentemente, ainda há espaço na garagem para uma moto com compressor desenvolvida com ajuda de engenheiros aeroespaciais.

E para outra, destinada apenas às pistas, com mais de 300 PS.