A Capwatt, detida pela Prismore Capital, concluiu a venda à Axpo de um projeto de armazenamento de energia em baterias com 38 MW de capacidade, localizado na Catalunha, em Espanha. Esta é a primeira transação da empresa portuguesa na área dos sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS, na sigla em inglês).
A operação contempla a alienação dos ativos do projeto à Axpo, maior produtora de energia da Suíça e uma das principais empresas internacionais no trading de energia e na comercialização de eletricidade de origem solar e eólica. A Capwatt manterá, por sua vez, um mandato para desenvolver o projeto e conduzir o processo de licenciamento até à fase “ready-to-build” (RTB).
A empresa especializada em soluções energéticas sustentáveis conta atualmente com um pipeline de cerca de 2 GW de projetos BESS em Portugal, Espanha, Itália e Polónia, em diferentes fases de desenvolvimento. A atividade passa pelo desenvolvimento e licenciamento de projetos de armazenamento de energia desde a fase inicial até à obtenção do estado RTB.
Os projetos desenvolvidos pela Capwatt são maioritariamente concebidos como instalações “standalone”, ou seja, sistemas independentes de armazenamento ligados diretamente às redes de transporte ou distribuição de eletricidade. A empresa desenvolve também sistemas “co-located”, integrados em centrais de produção renovável existentes ou em desenvolvimento, como complemento a projetos solares ou eólicos.
“O armazenamento de energia é uma peça essencial para garantir a segurança e a resiliência das redes, num contexto de crescente penetração renovável”, afirma Luís Castro Rocha, Head of Utility Scale da Capwatt.
Segundo o responsável, a intermitência da produção solar e eólica exige soluções capazes de gerir os desequilíbrios entre a oferta e a procura, estabilizar a rede e evitar o desperdício da energia produzida. “Os sistemas que a Capwatt desenvolve respondem precisamente a essa necessidade, contribuindo para a flexibilidade do sistema elétrico, para a descarbonização e para uma transição energética mais robusta e fiável”, acrescenta.






