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Vai viajar de carro pela Europa este verão? Atenção: em alguns países precisa de selo ambiental

Automonitor

Viajar de carro pela Europa exige cada vez mais atenção às regras ambientais de cada país

Viajar de carro pela Europa exige cada vez mais atenção às regras ambientais de cada país. A entrada em algumas cidades europeias pode depender de um selo ambiental colocado no veículo, sobretudo nas chamadas zonas de baixas emissões. O ‘El Economista’ alerta que a ausência desse identificador pode dar origem a multas, que variam consoante o país e a cidade.

A regra não é igual em toda a Europa. Em alguns países, o selo é obrigatório para circular em determinadas zonas urbanas; noutros, não há etiqueta ambiental, mas existem restrições específicas à entrada nos centros das cidades. Por isso, quem está a planear uma viagem de carro no verão deve confirmar previamente as regras dos destinos por onde vai passar, sobretudo se pretende entrar em grandes centros urbanos.

Portugal, por exemplo, não exige selos de emissões aos veículos. Ainda assim, o condutor deve verificar as restrições locais existentes em algumas cidades. A situação muda quando a viagem inclui França, onde é necessário obter o selo Crit’Air para circular em cidades como Paris, Lyon, Marselha, Toulouse, Nice, Grenoble, Estrasburgo, Bordéus ou Lille.

Ao longo de 2026, outras 45 cidades francesas com mais de 150 mil habitantes vão implementar zonas de baixas emissões, o que torna recomendável tratar do pedido com antecedência. O selo Crit’Air pode ser solicitado online e, segundo as autoridades citadas, o prazo de entrega é inferior a uma semana. O custo é de 4,91 euros, já com envio incluído.

França e Alemanha exigem selo ambiental

Na Alemanha, o sistema também obriga à utilização de um selo ambiental para entrar em determinadas zonas urbanas. A etiqueta chama-se Umweltplakette ou Feinstaubplakette e pode ser vermelha, amarela ou verde. A vermelha identifica veículos mais poluentes, enquanto a verde corresponde aos modelos mais recentes e menos restritivos.

De acordo com o ‘El Economista’, a partir de 2025 os veículos com selo vermelho ou amarelo deixaram de poder entrar nas zonas de baixas emissões alemãs. Em termos práticos, qualquer automóvel a gasolina ou gasóleo fabricado desde 2006 deverá conseguir obter o selo verde.

O adesivo alemão pode ser pedido através dos sites de entidades de inspeção automóvel como TÜV, DEKRA ou ATU. O preço indicado é de 5,95 euros e a entrega demora cerca de uma semana. Há também sites intermediários que tratam do processo, mas cobram valores mais elevados, na ordem dos 18 euros. Quem preferir pode obtê-lo presencialmente em postos de inspeção destas entidades.

Itália exige atenção cidade a cidade

Em Itália, não é obrigatório exibir um adesivo ambiental no automóvel, mas isso não significa circulação livre em todos os centros urbanos. Existem muitas restrições locais, incluindo em algumas zonas onde até veículos elétricos podem estar sujeitos a regras específicas.

A recomendação, neste caso, é consultar a legislação municipal antes de entrar nas cidades. As zonas de tráfego limitado e de baixas emissões podem variar bastante e nem sempre seguem uma lógica simples para quem chega de fora.

Um detalhe importante é que estes selos não são necessários para circular em estradas ou autoestradas. A obrigação aplica-se sobretudo à entrada em zonas urbanas com restrições ambientais. Ou seja, quem atravessa um país em viagem pode não precisar de qualquer selo, mas quem pretende visitar o centro de uma grande cidade deve confirmar primeiro se há regras específicas.

Falta uma regra única europeia

Uma das dificuldades para os condutores é precisamente a falta de harmonização. Cada país aplica critérios próprios, apesar de a homologação dos veículos ser comum na União Europeia. França tem o Crit’Air, a Alemanha tem a Umweltplakette e outros países preferem aplicar restrições locais sem etiqueta obrigatória.

Na prática, quem vai fazer uma viagem internacional de carro deve olhar para estes selos como parte do planeamento, tal como portagens, seguros, documentos ou regras de estacionamento. Não é preciso comprar etiquetas para todos os países, mas é essencial saber onde se pretende entrar.

A regra mais simples é esta: se a viagem inclui centros urbanos em França ou na Alemanha, trate do selo com antecedência. Se passa por Itália, confirme as regras de cada cidade. E, mesmo quando o país não exige adesivo, esteja atento às placas que assinalam zonas de baixas emissões. No verão, a surpresa menos desejada pode não estar na estrada, mas numa multa à chegada ao centro da cidade.