A escalada do conflito no Médio Oriente está a aumentar a volatilidade dos mercados energéticos, mas o abastecimento de combustíveis em Portugal está assegurado. A garantia foi deixada por Luis Cabra, responsável da Repsol, em entrevista ao ‘El Economista’, onde sublinha que a empresa mantém o fornecimento estável na Península Ibérica.
“Na Repsol, seguimos a garantir o abastecimento tanto para Espanha como para Portugal”, afirmou o responsável, reconhecendo que o conflito introduz “complexidade e volatilidade” num setor já marcado por constantes mudanças. O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 15% dos produtos petrolíferos mundiais, está no centro das preocupações, pressionando preços e cadeias de abastecimento.
Para mitigar riscos, a empresa tem vindo a reforçar a diversificação das origens de energia. “Focamo-nos no aprovisionamento de crude e gás na vertente atlântica e na preparação das nossas refinarias permite-nos assegurar o abastecimento”, explicou Luis Cabra, destacando a importância de reduzir a dependência de regiões mais expostas ao conflito.
O responsável alerta, no entanto, para o impacto global da situação. “Um conflito desta natureza acrescenta volatilidade aos preços do crude, do gás e dos produtos refinados”, referiu, num contexto em que várias refinarias no Médio Oriente também estão a ser afetadas, agravando a pressão sobre toda a cadeia de distribuição.
Ainda assim, a prioridade mantém-se clara: garantir que não há ruturas no fornecimento. “A segurança de abastecimento é uma das funções mais relevantes da nossa atividade”, sublinhou, defendendo uma abordagem que combine diversificação de fontes, capacidade industrial e eficiência logística para responder a cenários de crise.
Num momento de elevada incerteza internacional, a mensagem deixada é de estabilidade para o mercado português, sustentada numa estratégia que aposta na resiliência das cadeias de abastecimento e na capacidade de adaptação a choques externos.






