Uma investigação recente da ‘China Passenger Car Association’ (CPCA), citada pelo site especializado ‘Motor1’, revelou que, nos últimos cinco anos, a autonomia média dos veículos de nova energia (NEV) vendidos na China registou aumentos expressivos, aproximando-se agora dos valores europeus.
A análise inclui veículos 100% elétricos, híbridos plug-in e veículos com prolongador de autonomia, demonstrando melhorias significativas tanto em capacidades de bateria como em eficiência energética.
Aumento da autonomia na China
O ‘Motor1’ indicou que, para os veículos totalmente elétricos, a autonomia média medida pelo ciclo CLTC (China) subiu de cerca de 425 km em 2020 para 528 km em 2025, um aumento de aproximadamente 24,2%. Nos híbridos plug-in, o salto foi ainda maior: de 93 km para 137 km, ou seja, mais 47,3%, enquanto os veículos com prolongador de autonomia passaram de 125 km para 205 km, um crescimento de 64%. Estes valores refletem que os NEV chineses estão a integrar baterias maiores e componentes mais eficientes, reduzindo progressivamente a presença de modelos de autonomia inferior a 300 km.
Comparação com a Europa
Em comparação, a Europa também tem assistido a evoluções marcantes. De acordo com dados citados pelo ‘Motor1’, em 2023 a autonomia média dos veículos elétricos vendidos no continente, segundo a norma WLTP, era de cerca de 430 km, que subiu para 563 km em 2025. Isso representa um crescimento de 30,9% ao longo de três anos.
Apesar das normas europeias serem mais rigorosas e conservadoras do que as chinesas — o ciclo WLTP tende a ser menos permissivo em termos de condições ideais —, estes resultados mostram que os fabricantes europeus estão a recuperar terreno face aos avanços chineses.
Fatores que impulsionam as melhorias
Os ganhos de autonomia resultam de vários fatores, salienta o estudo citado pelo ‘Motor1’. Primeiro, a adoção generalizada de baterias de maior capacidade. Segundo, a oferta de modelos maiores e mais avançados tecnologicamente, que tiram partido de sistemas de gestão de energia mais eficientes. Terceiro, uma mudança no mercado: modelos com autonomias baixas estão a tornar-se menos comuns. Hoje, a maioria dos novos veículos anuncia autonomias entre 500 e 699 km, com muitos ultrapassando essa fasquia.
Que desafios permanecem?
Embora as tendências sejam positivas, há desafios a vencer. A comparabilidade entre os ciclos de homologação (CLTC vs WLTP) continua a complicar análises diretas. Veículos compactos e mais acessíveis, essenciais para atingir maior escala de eletrificação para toda a população, ainda enfrentam limites na autonomia real. Além disso, a infraestrutura de carregamento, a densidade e os custos dos materiais para baterias continuam a ser fatores de incerteza.
Conclusão
Os dados reunidos pelo ‘Motor1’ apontaram para avanços substanciais na autonomia de veículos elétricos tanto na China como na Europa. Se os progressos nas baterias e eficiência se mantiverem, é plausível esperar novos saltos em autonomia nos próximos anos, especialmente à medida que o mercado global se torna mais competitivo e regulado por metas de emissão mais exigentes.






