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UE cede ao e-fuel e introduz exceção à proibição de venda de veículos novos com motores de combustão após 2035

Francisco Laranjeira

Fabricantes devem ainda incluir uma série de sistemas de controlo nos veículos para detetar o combustível utilizado, devendo estes impedir que o veículo arranque se for utilizado outro combustível que não e-fuel

Bruxelas vai permitir o fabrico e venda de veículos a combustão a partir de 2035 desde que utilizem e-fuel. “Os veículos que funcionam exclusivamente com combustíveis neutros em carbono devem também demonstrar que não podem trabalhar com qualquer combustível que não seja neutro em carbono”, ou seja, de origem fóssil.

Os fabricantes devem ainda incluir uma série de sistemas de controlo nos veículos para detetar o combustível utilizado, devendo estes impedir que o veículo arranque se for utilizado outro combustível que não e-fuel. “O fabricante deve garantir que todos os veículos movidos exclusivamente a combustíveis neutros em carbono sejam equipados com sistemas de indução de combustível. Esses sistemas não permitirão o arranque destes veículos se forem alimentados com combustíveis que não sejam neutros em carbono”, pode ler-se no documento que está a ser preparado pela UE.

A proibição da comercialização de veículos a combustão – incluindo gasolina, diesel e híbridos -, a partir de 2035, foi adiada sem nova data devido a dúvidas de última hora manifestadas pela Alemanha e Itália. A medida já foi aprovada na sessão plenária do Parlamento Europeu a 14 de fevereiro último.

No entanto, a tecnologia e-fuel pode fazer aumentar o custo médio de um depósito para 210 euros, segundo alertou esta quarta-feira a organização ambiental ‘Transport & Environment’: segundo os cálculos, a gasolina sintética pode custar mais de 2,8 euros por litro em 2030, mais 50% do que o valor da gasolina normal atual, devido ao seu “processo complexo de produção”, que consome “muita energia”.