A Ford anunciou recentemente um programa de pesquisa, em colaboração com Uniklinik RWTH em Aachen, Alemanha, para ver se é possível detetar lapsos perigosos de concentração mais rapidamente através da monitorização da atividade cerebral.
Os investigadores pretendem identificar respostas cerebrais que indiciem lapsos iminentes de concentração derivados da fadiga do motorista. O objetivo é tentar ligar essas respostas cerebrais a manifestações físicas, como uma mudança na taxa de batimentos cardíacos, que possa ter detetada por tecnologia vestível e assim permitir que o carro dê uma ajuda ao motorista.
Os testes já estão em andamento e pretendem colocar uma pessoa a realizar uma simulação de condução enquanto se submete a uma ressonância magnética do cérebro. Deitados com a cabeça no scanner, será no entanto colocado um espelho para que a pessoa possa ver a simulação num ecrã. A Ford é um dos muitos fabricantes que usa os vídejogos para criar a simulação, no caso o Motor Unity.
O software gera um cenário noturno de três pistas no qual o veículo da pista central trava repentinamente, forçando o sujeito a tomar uma decisão evasiva. A ressonância magnética analisa antes, durante e depois da manobra para que os investigadores possam medir o tempo de reação e avaliar se a decisão foi a mais certa. São igualmente efetuadas leituras das frequências cardíacas e respiratórias, assim como demais respostas fisiológicas, com o objetivo de avaliar o grau de alerta do condutor.
Não é a primeira vez que as marcas se envolvem na investigação da atividade cerebral para melhorar a segurança. Em 2011, a Mercedes-Benz revelou um tipo diferente de pesquisa que envolveu eletroencefalogramas (EEG) para monitorizar ‘fusos alfa’ em padrões de ondas cerebrais, o que permitiu aos investigadores detetar se o motorista estava prestes a tomar uma decisão significativa na sua condução.
No Salão do Automóvel de Munique de 2021, a Mercedes revelou algumas pesquisas sobre o possível uso da tecnologia de interface do cérebro para controlar um carro. Com base no carro-conceito Vision AVTR, a ideia é que o motorista possa selecionar a navegação, alterar a iluminação ambiente ou selecionar uma estação de rádio simplesmente… pensando.





