<br><br><div align="center"><!-- Revive Adserver Asynchronous JS Tag - Generated with Revive Adserver v5.5.0 -->
<ins data-revive-zoneid="25" data-revive-id="6815d0835407c893664ca86cfa7b90d8"></ins>
<script async src="//com.multipublicacoes.pt/ads/www/delivery/asyncjs.php"></script></div>
Partilhar

Marcas estão a pagar IUC de híbridos não plug-in à espera de serem vendidos

Automonitor

Uma agravante é o atual confinamento motivado pela pandemia de covid-19, que encerrou os concessionários e antecipa uma nova queda de vendas no setor automóvel.

Os híbridos não plugin tiveram um máximo de matrículas em Portugal durante o mês de janeiro, o último em que este tipo de veículos tiveram benefícios no ato de compra. No entanto, aquilo que podia ser uma boa notícia não o é para os concessionários, que vão ter de pagar Imposto Único de Circulação (IUC) até que estes carros sejam vendidos, segundo noticia o Dinheiro Vivo.

Uma agravante é o atual confinamento motivado pela pandemia de covid-19, que encerrou os concessionários e antecipa uma nova queda de vendas no setor automóvel. Segundo dados divulgados ontem pela Associação Automóvel de Portugal (ACAP) o mês de janeiro já ficou marcado por uma queda de 28,5%, o que corresponde a valores nominais de 12.515 unidades. Citada pelo Dinheiro Vivo, a associação reconheceu que “várias centenas de veículos híbridos com imposto liquidado em 2020” impediram que o recuo do mercado fosse ainda mais acentuado.

Helder Pedro, secretário-geral da ACAP, acrescentou àquele jornal que “as marcas estão a assumir um prejuízo, porque não têm clientes para estes carros. Só agora estão a chegar automóveis encomendados em outubro e novembro, mas que já vão ter o novo imposto. A situação é ainda mais grave porque os concessionários estão fechados e as marcas vão estar a pagar o IUC em stock”.

O novo Orçamento do Estado só prevê benefícios no Imposto Sobre Veículos (ISV) para os híbridos que tenham uma autonomia superior a 50 quilómetros em modo totalmente elétrico e emissões oficiais abaixo dos 50 gramas de dióxido de carbono por quilómetro (CO2/km). Isto não pode ser medido nos híbrido não plugin, que antes beneficiavam de um desconto de 40%. Mesmo as versões plugin deixaram de beneficiar do desconto de 75% que tinham no anterior Orçamento.

A quota de mercado dos híbridos não plugin atingiu os 20%, um valor inédito no nosso país, impulsionado por marcas como a Toyota, a Peugeot, a Mercedes e a BMW, que agora enfrentam a dificuldade de não conseguir vender estes veículos, agravada pelo facto de terem de pagar imposto. As associações automóveis têm vindo a pedir ao Governo que suspenda o pagamento do IUC até que estes carros sejam escoados, sem resposta positiva até agora. A solução poderá passar pela reexportação de alguns modelos, mas não permitirá escoar o stock na sua totalidade.