A sueca Volvo Cars prepara-se para aumentar a licença parental dos seus funcionários de todo o mundo para 24 semanas, independentemente do género. De acordo com a notícia publicada na CNBC, todos os funcionários da multinacional automóvel que se encontram a trabalhar na empresa há um mínimo de um ano são elegíveis para esta medida, a que a Volvo Cars chama “Family Bond”.
O aumento do tempo de licença parental aplica-se a pais biológicos, por adoção, cuidadores permanentes e substitutos. Estão incluídos ainda pais adotivos de casais do mesmo sexo. De acordo com a Volvo, o novo programa entra em vigor na próxima quinta-feira, dia 1 de abril.
Durante a licença parental, estes trabalhadores da Volvo Cars terão direito a um pagamento de 80% do seu salário base, sendo que este tempo pode ser usufruído em qualquer altura nos primeiros três anos da criança. Os trabalhadores da empresa nos Estados Unidos têm ainda a opção de 19 semanas com pagamento integral do salário, nos primeiros 36 meses de vida do bebé, diz a Volvo Cars.
De acordo com a CNBC, esta nova medida pretende apoiar a estratégia de captação e retenção de talento e foca-se no objetivo da Volvo de tornar-se um fabricante exclusivamente elétrico de automóveis em 2030, afirmou o CEO da empresa sueca, Hakan Samuelsson. “Não se trata apenas de introduzir um novo benefício para os trabalhadores, mas também de algo que achamos que é bom para a empresa. Tornamo-nos mais atrativos como empregadores. Existe uma grande competição pelo talento”.
Sem divulgar o valor de investimento deste programa, Hakan Samuelsson adianta que é “uma quantoa considerável” na ordem de “um dígito em milhões”. O CEO da Volvo acrescenta que o programa proporciona “uma melhor e mais diversificada gestão, e uma marca mais forte, pelo que definitivamente vale a pena”.






