Os dados divulgados esta terça-feira pela Associação dos Construtores Europeus de Automóveis (ACEA) indicam ainda que o Grupo Volkswagen aumentou a quota de mercado de 24,4% para 26,6%, apesar das vendas terem recuado 0,4% (para os 254,8 mil veículos) – tendo sido a Porsche a marca do grupo alemão a destacar-se com uma subida de 76,4% (4.570 unidades).
Para explicar a quebra do número de carros vendidos na Europa (já sem contar com o mercado do Reino Unido), a ACEA aponta para as alterações fiscais registada nalguns países (que levaram à antecipação da compra de veículos para dezembro de 2019)e para o enfraquecimento da conjuntura económica.
A Alemanha, o maior mercado europeu, viu as vendas encolherem 7,3%. O segundo maior mercado, o italiano, sofreu uma quebra de 5,9%, enquanto a França, terceiro país em vendas automóveis, apresentou uma quebra de 13,9%. Por último, também Espanha, quarto mercado da UE, registou uma descida de 7,6%. Em Portugal, a quebra nas vendas registou 8%.
O Grupo Volkswagen reforçou a liderança na Europa devido às vendas, mas também fruto das quebras expressivas dos seus principais rivais.
O grupo francês PSA (Peugeot, Citroën, Opel e DS), por exemplo, caiu 12,9% nas vendas para as 158,7 mil unidades. Assim, a quota de mercado do grupo francês encolheu de 17,6% para 16,6%.
Mas quem mais perdeu foi a Renault que em janeiro viu a sua quota de mercado recuar dos 10,6% para os 9,6% – as vendas recuaram 16,3%, para 91,9 mil veículos.
Já o grupo Hyundai (Hyundai e Kia), aumentou as vendas em 0,5%, para 67 mil veículos e aumentou a quota de mercado em meio ponto percentual, atingindo os 7%. Também o grupo Fiat Chrysler Automobiles (FCA) reforçou o peso no mercado de 6,6% para 6,7% – isto apesar da descida de 6,7% nas vendas que forma de 64,1 mil unidades.
O grupo BMW subiu 5,2% nas vendas (61,2 mil automóveis vendidos e quota de mercado de 6,4%), assim como a Toyota com aumento de 12,2% nas vendas (60,3 mil veículos e «quota de mercado de 6,3%.





