Esta quebra nas vendas ainda não reflete o impacto da pandemia do Covid-19 e, segundo a ACEA, espelha o efeito das “mudanças da fiscalidade em vários países (que antecipou a compra de veículos para dezembro do ano passado), a deterioração das condições económicas globais e a incerteza dos consumidores”.
A ACEA nota que os quatro maiores mercados sofreram quebras: Alemanha (-9%), França (-7,8%), Itália (-7,3%) e Espanha (-6,8%). Também o Reino Unido, um dos principais mercados europeus, agora excluído da UE, registou uma descida de 5,8%.
Portugal registou um acréscimo nas vendas de 0,4% nos primeiros dois meses do ano (embora tal tenha significado uma queda quando comparado com o mesmo período de 2019).
Os outros países com crescimento nas vendas têm todos um volume de unidades inferior ao mercado português – Portugal vendeu 34.686 veículos em janeiro e fevereiro – são a Lituânia (36%), Chipre (15%), Grécia (5,2%), Croácia (2,3%), Hungria (1,2%) e Estónia (0,5%).
Volkswagen com mais de 25% de quota
Apesar da quebra de 2,8% nas vendas face a igual período de 2019, o grupo Volkswagen (Volkswagen, Audi, Skoda, Porsche, SEAT, Bentley, Lamborghini e Bugatti) aumentou a quota de mercado de 24,6% para 25,9%, com um total de 495.250 carros vendidos. Já o grupo PSA (Peugeot, Citroën, DS e Opel) sofreu uma quebra de 10,9% para 327.472 unidades – a quota de mercado desceu de 17,8% para 17,1%.
A Renault registou um desempenho ainda pior, com as vendas a cifrarem-se em 192.206 veículos, o que corresponde a uma quebra de 15,3%. Assim, o grupo francês perdeu um ponto percentual de quota de mercado, para 10%, enquanto o grupo Fiat Chrysler Automobiles (FCA) manteve a fatia de mercado em 7,1%, tendo as vendas encolhido 6,8%, para 136.428 veículos.
Segue-se o grupo Hyundai (que inclui a Kia) com uma subida de 0,8% nas vendas, para 134.769 unidades e uma quota de mercado reforçada de 7% (6,5% um ano antes). O grupo BMW, que tem as marcas BMW e MINI, aumentou as vendas em 4,3%, para 116.926 veículos (aumento de 0,7 pontos percentuais: quota de mercado de 6,1%).
Mas a maior subida foi protagonizada pelo grupo Toyota (inclui a Lexus), com um crescimento homólogo de 12,1% nas vendas, somando 114,5 mil unidades – o que lhe permitiu passar dos 4,9% para os 6% de quota de mercado.
(Para mais detalhes: ACEA)





