Os registos de automóveis de passageiros da União Europeia mantêm-se em queda, depois da indústria ter atingido os seus mais baixos números de vendas para o mês de junho desde 1996, segundo relatou a Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA) no seu relatório mensal.
Foram registadas somente 886.510 unidades, representando a 12ª queda consecutiva nas vendas ano a ano – os registos de carros novos no primeiro semestre de 2022 diminuíram 14% em relação a 2021.
O declínio em junho foi sentido em praticamente todos os mercados da UE – a Alemanha registou uma queda acentuada de 18%, com outros grandes mercados, como França e Itália, a cair 14,2% e 15%, respetivamente.
No que diz respeito a marca, a Volkswagen foi a que sofreu a maior queda – os registos da gigante automobilística alemão caíram 24% em comparação com há um ano.
A escassez de semicondutores foi um dos vários grandes obstáculos para a produção de carros durante a pandemia da Covid-19. Segundo a consultora LMC Automotive, a indústria ainda precisa de superar as restrições de oferta – o aumento dos custos de material e energia fez crescer ainda mais os preços dos veículos e a pressão sobre a indústria.
Alguns grupos automóveis têm aproveitado a conjuntura para reformular as respetivas estratégias, optando por concentrar-se em carros de última geração para veer menos mas com margens mais altas – basta ver o exemplo da VW, que viu os seus lucros em 2021 aumentar em 75%, para mais de 15 mil milhões de euros, embora as vendas tenham caído em 600 mil unidades.





